Rumo lucra R$ 688 milhões no segundo trimestre, queda de 5,9%
A Rumo, operadora de ferrovias e serviços logísticos, lucrou R$ 688 milhões no segundo trimestre, queda de 5,9% em um ano, informou a companhia em seu balanço. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre.
Com os efeitos não recorrentes, o lucro foi de R$ 520 milhões, ante R$ 333 milhões no segundo trimestre de 2025. A medida ajustada excluiu R$ 168 milhões referentes ao impairment da Rumo Malha Sul, a baixa contábil do valor de um ativo que perdeu valor de mercado.
Receita operacional líquida somou R$ 3,94 bilhões, alta de 6,2% em um ano. A companhia atribuiu o avanço ao maior volume transportado, parcialmente compensado por preços médios menores. Na Operação Norte, os preços refletiram o reposicionamento comercial de terminais da Malha Central; na Operação Sul, houve menor participação de açúcar no portfólio.
Ebitda ajustado somou R$ 2,27 bilhões, queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, a base comparativa havia incluído R$ 70 milhões de indenização securitária por lucros cessantes ligados a eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul e aproximadamente R$ 30 milhões de equivalência patrimonial do Terminal T-XXXIX.
Volume transportado alcançou 23.811 milhões de TKU, alta de 9,1% em um ano. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço da carteira de grãos nas duas operações, informou a empresa.
Capex totalizou R$ 1,6 bilhão no trimestre, aumento de 14,5% em um ano. Na Operação Norte, a empresa antecipou atividades de manutenção da via permanente, enquanto novos ativos, obras da Pera de Outeiros e o cronograma da malha ferroviária elevaram os investimentos.
Ao fim do trimestre, a dívida líquida era de R$ 17,30 bilhões, 2,1% acima do primeiro trimestre. A alavancagem, relação entre a dívida e a geração de caixa, ficou em 2,1 vezes, estável na comparação com o trimestre anterior.
Os administradores disseram que a empresa iniciou um novo ciclo com prioridade para extrair mais dos ativos existentes antes de ampliar o portfólio. "É com a clareza desse diagnóstico que iniciamos um novo ciclo, em que a prioridade é olhar pra dentro e extrair o máximo dos ativos que já temos, antes de ampliar o portfolio."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.