Petróleo e demissões: prejuízo da CVC salta para R$ 72,5 milhões
A CVC registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre, alta de 56,2% em relação ao mesmo período anterior, segundo o Valor Econômico.
A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio encareceu as passagens e pressionou as margens da companhia. A CVC também teve R$ 24,1 milhões em despesas não recorrentes, principalmente com sua reestruturação.
A receita líquida caiu 6,5%, para R$ 319,5 milhões, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 30,2%, para R$ 60,8 milhões. Sem os itens não recorrentes, o EBITDA foi de R$ 84,9 milhões, queda de 8,1%.
No Brasil, a receita caiu 4,2%, para R$ 269 milhões, puxada pelo recuo de 8,9% nas vendas ao consumidor. As vendas para empresas cresceram 2,5%, enquanto a receita na Argentina caiu 17,6%, para R$ 49,7 milhões, com impacto do câmbio.
A empresa demitiu cerca de 200 pessoas no Brasil e na Argentina, o equivalente a 12% de seu quadro. As despesas gerais e administrativas no Brasil recuaram 10,1%; sem os custos de rescisão, a queda teria sido de 21%.
A CVC encerrou junho com dívida líquida de R$ 215 milhões, R$ 26,8 milhões abaixo do trimestre anterior. A empresa mantinha alavancagem de 0,5 vez e tinha 1.443 lojas ativas no Brasil.
A companhia recebeu o pedido de renúncia de Fernando Cinelli ao cargo de membro do Conselho de Administração em 06 de agosto. Segundo a companhia, a vaga permanecerá aberta até a nomeação de substituto.
A empresa afirmou que realizou uma simplificação organizacional em maio, com extinção de três vice-presidências e redução de camadas hierárquicas. "As estimativas da Administração indicam um potencial de redução de custos de mais de R$ 80 milhões ainda em 2026, sem considerar os custos rescisórios", afirmaram os administradores.
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