Tesouro Direto: taxas sobem após Banco Central dar maior peso para risco de alta na inflação
Os títulos do Tesouro Direto têm alta nas taxas nesta terça-feira (11) após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.
O documento não definiu uma orientação em relação à próxima decisão, em setembro.
Ele endureceu o tom, porém, quanto ao risco de uma alta da inflação e deu sinais de que o ciclo de cortes de juros, iniciado em março, pode estar próximo do fim.
Nem mesmo o IPCA de julho no menor nível desde 2022 foi capaz de dar alívio às taxas.
O dado, apesar de levar o acumulado de 12 meses para baixo do limite superior da meta, trouxe novidades negativas em relação ao que é considerado o núcleo da inflação.
Na leitura do economista-chefe do Daycoval, Rafael Gonçalves, o grupo de serviços registrou surpresa de alta, com aumento dos preços em serviços automotivos, transporte por aplicativos e itens de lazer.
Os itens intensivos em trabalho, ainda que tenham apresentado leve moderação, continuam exercendo pressão de alta importante para os serviços.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,12% ante IPCA + 8,09% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,70%, ante IPCA + 7,66% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,42%, ante IPCA + 7,40% na última sessão.
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