O otimismo com a IA domina a geração de magnatas do hip hop
No fim de semana, a Palantir , empresa de mineração de dados e software de defesa cofundada por Peter Thiel que hoje ocupa o imaginário cultural como um bicho-papão à la O Exterminador do Futuro (1984), graças a contratos com o ICE e o Pentágono , publicou uma foto (depois apagada) de Raekwon , integrante reverenciado do Wu-Tang Clan , nas redes sociais.
“Foi ótimo receber Raekwon de novo no nosso escritório”, escreveu a empresa.
“Parabéns ao Wu-Tang Clan pela turnê de despedida.
Nunca se esqueçam dos seus OGs”.
No domingo, o The New York Times publicou uma entrevista com Jimmy Iovine e Dr.
Dre , feita na mansão do primeiro em Los Angeles, na qual Dre expressou sua apreciação por IA : “Acho que as únicas pessoas que veem isso como uma ameaça são as pessoas que têm dificuldade de criar”, disse.
Em outro clipe que está viralizando, Rick Rubin , fornecedor de frases de efeito, afirma que programação por feeling é “o punk rock do software” , uma descrição tão frouxa em sua autoridade contracultural que parecia ter sido gerada por um LLM.
Ultimamente, não são apenas nomes como Tyga e Fenix Flexin que parecem estar pegando febre de IA.
A classe de magnatas do rap parece igualmente encantada com seu suposto potencial, repetindo “ferramenta” como se a classificação encerrasse o debate.
Dr.
Dre comparou a tecnologia ao conjunto nascente de sintetizadores e samplers no início do hip hop.
“Eu tive uma conversa com algumas pessoas uns dias atrás”, disse Dre .
“Elas eram contra a IA e eu fiquei tipo: ‘OK, você soa como a pessoa que teria sido contra a bateria eletrônica quando ela apareceu’.
Ou os sintetizadores, certo? É uma nova ferramenta para a criatividade”.
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