Super El Niño já chegou ao Brasil: como manter a saúde vivendo entre extremos?
Desde o meio do ano, o mundo enfrenta mais um El Niño .
O fenômeno — que acontece periodicamente, mas está se acentuando por causa do aquecimento global — é tradicionalmente associado ao aumento de eventos climáticos extremos .
Para a temporada que se inicia, especialistas já fizeram o alerta: estamos muito provavelmente diante de um “super El Niño” , capaz de atingir intensidade inédita.
Enquanto o Hemisfério Norte já teve o primeiro gosto amargo disso, com um verão de secas e sucessivos recordes de ondas de calor , no Brasil devemos começar a sentir a diferença na pele principalmente a partir de setembro, com a pior fase chegando no final do ano e se estendendo até o começo de 2027.
Não à toa, o governo federal apresentou, no final de agosto, um plano de resposta em saúde pública, traçando estratégias para lidar com as consequências que vêm por aí.
Nessa matéria, você vai conferir: Por que o El Niño preocupa tanto O que é e como se forma o El Niño O impacto das mudanças climáticas no El Niño Como o Brasil vai sentir Os impactos na saúde A mente também sofre Por que o El Niño preocupa tanto Para entender a preocupação dos especialistas, basta recordar a experiência não tão distante do último El Niño, entre 2023 e 2024, quando o país sofreu com desastres jamais vistos de Norte a Sul.
Na Amazônia, secas intensificaram o fogo na floresta e milhares de peixes e botos morreram enquanto os rios ferviam e atingiam mínimas históricas.
No Rio Grande do Sul foi o oposto, com a maior enchente já registrada devastando cidades no caminho do Rio Taquari e deixando partes de Porto Alegre submersas por semanas.
Continua após a publicidade Se as lembranças assustam, saiba que o novo El Niño pode ser ainda pior.
E, embora ainda não dê para cravar a extensão dos danos, é certo que trará dores de cabeça por vários meses.
Isso porque o fenômeno não está “de passagem” pelo Brasil, como um ciclone que devasta e vai embora.
“Ele se instala lá no Oceano Pacífico e reverbera mudanças nos padrões de circulação da atmosfera por todo o planeta ao longo de um bom tempo”, explica o engenheiro Pedro Ivo Camarinha, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
De forma simplificada, o El Niño surge quando as temperaturas de determinada faixa do Pacífico equatorial ficam pelo menos 0,5 °C mais quentes do que a média por vários meses consecutivos.
A partir daí, a intensidade é definida por uma escadinha a cada meio grau de oscilação fora do padrão, e o fenômeno é catalogado como fraco, moderado, forte ou muito forte — faixa atingida quando as temperaturas ficam 2 ou mais graus acima da média histórica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.