Júlio Baptista diz que Brasil precisa se adaptar ao futebol e aponta erro de Neymar: "Não entendeu"
Júlio Baptista aponta desatualização de técnicos brasileiros e explica trabalho na base Júlio Baptista se define como um técnico "situacional", que se molda de acordo com as circunstâncias e necessidades.
Porém, basta pouco tempo de conversa com o comandante do São Paulo sub-20 para perceber que ele faz o estilo linha-dura.
Proibiu palavrões, limitou o uso de celular e nem sequer abriu brecha para diálogo com pais de jogadores.
Em entrevista ao Abre Aspas, o ex-meio-campista/centroavante detalhou seus conceitos e preferências, falou dos planos para a carreira e analisou o cenário do futebol brasileira e do mercado em que está inserido. – Eu acho que o treinador brasileiro perdeu espaço a partir do momento que não se atualizou – opinou.
Ficha Técnica Nome: Júlio César Pereira Baptista Idade: 1/10/1981 (44 anos) Clubes como jogador: São Paulo, Sevilla, Real Madrid, Arsenal, Roma, Málaga, Cruzeiro, Orlando City e Cluj Títulos: Torneio Rio-São Paulo (2001), Supercampeonato Paulista (2002), Campeonato Espanhol (2007-08), Campeonato Mineiro (2014) e Campeonato Brasileiro (2013 e 2014) Pela Seleção: 48 jogos, cinco gols, e bicampeão da Copa das Confederações (2005 e 2009) e da Copa América (2004 e 2007) Como treinador: Valladolid B e São Paulo sub-20 Júlio Baptista é ex-jogador e hoje treinador de futebol Marcos Ribolli Embora meça as palavras para evitar polêmicas, Júlio Baptista também apontou uma falta de entendimento que prejudicou a carreira de Neymar e criticou a postura brasileira na eliminação para a Noruega na última Copa do Mundo. – A gente não pode abdicar nunca de ter a bola, de sufocar o rival, de querer a todo momento fazer gol.
Em cerca de uma hora e meia de conversa, ele também repassou a carreira com jogador, do glamour do Real Madrid galáctico à frustração da aposentadoria na Romênia.
Abre Aspas: Júlio Baptista Como tem sido a experiência como treinador? – Sempre vai ser desafiador.
Quando começa, você imagina algumas coisas, logo existe uma aventura, tem a preparação.
Eu acho que ter sido jogador ajuda bastante a ter muita ideia, saber os bastidores, o que é um vestiário, jogar com jogadores de alto nível, treinadores bons, mas eu acho que a preparação é muito importante.
Eu tive uma preparação muito boa, me formei com o curso da UEFA Pro na Espanha, acredito que é um dos melhores cursos de preparação para um treinador.
O conhecimento acadêmico e a bagagem como jogador podem ajudar, mas tem coisas que se aprende somente na prática, não é? – É, não tem jeito.
O dia a dia te molda, ele te ajuda.
Eu me lembro do primeiro dia em que fiquei na frente dos meninos.
Eu tive, graças a Deus, uma experiência de cinco anos num clube, o Valladolid, (que era) do Ronaldo.
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