Polêmicos óculos da Meta agora estão proibidos dentro de estabelecimentos
Os polêmicos óculos inteligentes da Meta estão proibidos em alguns estabelecimentos do Reino Unido. O acessório, que se parece com um óculos convencional, possui câmera e microfone embutidos, permitindo que usuários façam fotos e vídeos sem precisar utilizar as mãos.
Segundo o The Guardian , restaurantes administrados pelo grupo do chef Jeremy King, os clubes privados Soho House, a rede de pubs Wetherspoons e a ATG Theatres estão entre os estabelecimentos que adotaram medidas relacionadas aos óculos.
As regras, porém, não são iguais em todos os locais. Em alguns casos, os usuários podem ser orientados a retirar os óculos. Em outros, a restrição está relacionada especificamente à utilização da câmera para gravar outras pessoas.
O principal motivo da controvérsia é justamente uma das características que tornou os Ray-Ban Meta populares: a possibilidade de gravar vídeos em primeira pessoa.
O dispositivo possui uma câmera integrada à armação e pode registrar imagens enquanto o usuário conversa, caminha ou participa de alguma atividade.
O problema é que, à primeira vista, o acessório se parece com um óculos convencional. Isso pode fazer com que uma pessoa que esteja conversando com o usuário não perceba imediatamente que existe uma câmera capaz de registrar aquela interação.
A Meta incorporou aos óculos um LED de captura, que pisca quando o dispositivo registra fotos ou vídeos. Segundo a empresa, o indicador não pode ser desativado e foi desenvolvido justamente para informar às pessoas próximas que uma gravação está acontecendo.
A eficácia do mecanismo, entretanto, é um dos pontos discutidos pelos críticos da tecnologia. Como a luz é pequena e fica integrada à armação, existe a preocupação de que ela não seja percebida por pessoas que estejam a certa distância ou que simplesmente não saibam o que o sinal significa.
A própria Meta afirma que existem mecanismos de proteção de privacidade nos óculos. A empresa também informa que não utiliza reconhecimento facial no dispositivo.
Não existe uma proibição geral dos óculos da Meta no Reino Unido. O que existe são restrições impostas por estabelecimentos específicos , que podem determinar regras próprias para impedir gravações em seus espaços.
Portanto, o consumidor não está cometendo uma infração simplesmente por possuir ou utilizar os óculos no país. A questão envolve principalmente as regras de cada estabelecimento e as circunstâncias de uma eventual gravação.
A preocupação não está restrita ao Reino Unido. Uma pesquisa realizada pela autoridade francesa de proteção de dados, a CNIL, apontou que 67% dos entrevistados acreditam que esses dispositivos representam um risco à privacidade.
Ao mesmo tempo, a pesquisa mostrou que a tecnologia também é vista como útil. Os óculos são apontados como possíveis ferramentas de assistência para pessoas com deficiência , além de oferecerem recursos de uso com as mãos livres.
O portal Banda B procurou a Meta em busca de um posicionamento sobre o assunto, mas, até o fechamento da matéria, não obteve uma resposta. Caso haja retorno, a reportagem será atualizada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.