MPT-RN apura assédio eleitoral de empresária da Grande Natal: 'Se você é petista, não me mande currículo'
Sede do Ministério Público Trabalho no Rio Grande do Norte Divulgação O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) abriu procedimento para apurar o caso da empresária Camila Rodrigues, que publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmou que não contrataria pessoas que apoiam o PT.
Ela é responsável pelas empresas de moda feminina Pitanga Brasil e PB Move.
No vídeo, publicado nas redes sociais após o resultado das eleições, no domingo (25), Camila disse que não contrataria mais pessoas de posições políticas diferentes da dela.
"Se você é petista, não me mande currículo".
Ela também afirma que seria “totalmente intolerante ao petista”. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Após repercussão, a empresária publicou notas nas quais reconheceu que as declarações foram inadequadas e pediu desculpas.
Ao g1, ela afirmou que as opiniões políticas foram manifestadas em um vídeo pessoal e reconheceu o erro de dizer que não receberia currículos por causa das preferências políticas dos candidatos (veja nota na íntegra abaixo).
"Quero deixar claro que respeito a liberdade de pensamento e as diferentes convicções políticas.
Reafirmo também meu compromisso de que as contratações da Pitanga Brasil sejam pautadas por critérios profissionais, sem discriminação político-partidária", disse a empresária.
O caso aconteceu após o resultado do segundo turno das eleições de 2026 e faz parte de uma série de relatos de discriminação política que passaram a circular nas redes sociais depois da votação, segundo o MPT-RN.
O procurador-chefe do órgão, Gleydson Gadelha, explica que práticas desse tipo podem configurar assédio eleitoral mesmo depois do encerramento da campanha.
“A gente chama de fase punitiva, quando os empregadores começam a cumprir as ameaças que eles fizeram durante a campanha.
Nós entendemos que isso é uma forma de assédio eleitoral também”, afirmou.
Ainda segundo Gleydson Gadelha, caso sejam constatadas irregularidades, a empresária pode estar sujeita a sanções administrativas, incluindo multas que podem na casa dos milhares de reais.
O caso também pode ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, Ministério Público comum e à fiscalização do trabalho, para análise de eventuais irregularidades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.