Focos de fogo no Amazonas crescem após 1º eleições e atingem áreas privadas
O número de focos de fogo aumentou no Amazonas a partir de 4 de outubro, data do 1º turno das eleições.
De 4 a 14 de outubro, 19 municípios das regiões metropolitana e central do estado registraram 5.598 focos de fogo, cerca de 37 vezes o número contabilizado no mesmo período de 2025, quando foram registrados 149, segundo o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).
Levantamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), feito a pedido do g1 e divulgado na 4ª feira (21.out.2026), mostra que 79,1% dos 1.639 focos de fogo registrados em todo o estado de 1º a 15 de outubro estavam em imóveis rurais privados inscritos no CAR (Cadastro Ambiental Rural).
O total registrado pelo Ipam nos 19 municípios também superou os 4.385 focos contabilizados no mesmo período de 2023.
De janeiro a 14 de outubro de 2026, essas localidades somaram 15.674 focos, número 109,4% superior à média histórica.
Em setembro, foram 6.861 registros.
Nos primeiros 14 dias de outubro, o total chegou a 6.183.
Segundo o levantamento do Inpe, 52,8% dos focos registrados em outubro ocorreram em áreas desmatadas nos últimos 3 anos.
Outros 30,6% foram identificados em áreas abertas há mais tempo, enquanto 15,9% atingiram áreas de vegetação nativa.
No Amazonas, o uso do fogo para manejo do solo depende de autorização do órgão estadual competente.
Desde 9 de setembro, o uso do fogo está proibido no estado.
A estiagem também favorece a propagação das chamas.
A seca associada ao fenômeno El Niño deixa a vegetação mais seca e aumenta o risco de propagação dos incêndios.
O fogo iniciado em propriedades rurais pode alcançar áreas protegidas, incluindo territórios indígenas.
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