Custo médio com saúde de senadores é 10 vezes maior que com deputados e 46 vezes mais que no SUS
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Os custos e financiamentos de programas de assistência à saúde de senadores ultrapassaram R$ 40 milhões em 2025. O valor é dez vezes maior do que o custo da mesma assistência oferecida aos deputados.
O levantamento foi feito pelo Ranking dos Políticos a partir de dados da Lei de Acesso à Informação.
A comparação leva em conta o gasto com cada parlamentar. Na Câmara dos Deputados , o gasto médio foi de R$ 6.200 por beneficiário por ano, ou R$ 520 por mês. Já um senador custou, em média, R$ 64 mil aos cofres públicos, ou R$ 5.300 por mês.
Quando se leva em conta o custo de uma pessoa ao SUS (Sistema Único de Saúde), a diferença é 46 vezes maior. O investimento per capita na rede pública é de R$ 116 por mês.
O Programa de Assistência à Saúde oferece atendimento médico-hospitalar e odontológico aos parlamentares, aos ex-senadores e seus dependentes. Os parlamentares pagam uma contribuição mensal e uma taxa de coparticipação, que variam conforme a Casa e a faixa etária do beneficiário.
No Senado , o custo com indenizações, restituições e pagamentos por tratamentos de longo prazo ultrapassou R$ 40 milhões no ano passado, enquanto os senadores contribuíram com apenas R$ 5 milhões.
Isso significa que eles custearam menos de 13% do programa. O restante foi pago pelos cofres públicos.
A situação é diferente na Câmara, onde os parlamentares bancaram praticamente todo o programa . A Casa gastou R$ 8,2 milhões com a saúde dos deputados e eles contribuíram com R$ 8,3 milhões - deixando um superávit no final do ano.
"Há uma assimetria escancarada no Congresso. Enquanto a Câmara praticamente se autofinancia, o Senado depende de recursos públicos para bancar quase 9 em cada 10 reais gastos com a saúde de seus parlamentares", afirmou Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos.
A instituição sugere aperfeiçoamentos no programa para garantir maior sustentabilidade, como a ampliação da participação financeira dos próprios parlamentares, a revisão do limite de idade para dependentes e a redefinição das regras de reembolso para apenas situações excepcionais.
"Enquanto o Senado não assumir uma fatia bem maior desse custo, vai continuar sendo o contribuinte, e não o próprio beneficiário, a pagar a conta", disse Sperandio.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.