MP investiga suspeita de incêndios criminosos em Autazes após decreto de emergência
Incêndio atinge bairro de Autazes Reprodução/Redes Sociais O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar as causas de incêndios florestais registrados entre domingo (11) e terça-feira (13) em Autazes, no interior do estado.
O órgão também notificou o prefeito Thomé Neto para informar se a prefeitura autorizou queimadas no município em setembro e outubro deste ano.
Instaurada na terça-feira (13), a investigação busca identificar possíveis responsáveis pelos incêndios e apurar eventuais danos ambientais.
Para isso, o MPAM cobrou providências de órgãos ambientais e policiais.
O inquérito foi aberto em meio ao avanço das queimadas em Autazes, que decretou situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária por 90 dias.
O Corpo de Bombeiros aponta indícios de que parte dos incêndios tenha sido provocada intencionalmente. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No mesmo dia, a Promotoria de Justiça de Autazes, coordenada pelo promotor Carlos Firmino Dantas, se reuniu com representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) para tratar das ações de combate ao fogo.
Incêndio de grandes proporções atinge área de vegetação em Autazes, no Amazonas "Existe um procedimento extrajudicial em andamento há três meses, por meio do qual todos os órgãos do município estão empenhados no combate aos incêndios, que, muitas vezes, são criminosos.
Dessa forma, tanto as Polícias Militar e Civil, o Ministério Público e a Guarda Municipal têm se empenhado para localizar e responsabilizar os causadores", informou o promotor.
Segundo ele, Autazes conta com mais de 30 bombeiros militares, veículos de combate a incêndios e apoio de helicópteros de órgãos estaduais, municipais e federais.
"O objetivo é que procedamos, em seguida, com as devidas responsabilizações criminais via ação civil pública (ACP), tendo em vista que a terra tem função social e aquele que promove a queima ou incêndio está descumprindo a função social da propriedade", argumentou.
MP cobra informações de órgãos ambientais e policiais No inquérito civil, o MPAM enviou ofícios à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e às Polícias Federal e Civil.
Os órgãos têm prazo de 30 dias para adotar as providências cabíveis e informar sobre as medidas tomadas para investigar um incêndio detectado em Autazes nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2026.
A investigação busca identificar a área atingida, determinar a origem e as possíveis causas do fogo, verificar a existência de danos ambientais e identificar eventuais responsáveis.
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