Trave de futebol cai e mata criança no PR: projeto de lei para obrigar fixação das estruturas foi criado há 8 meses e aguarda votação na Alep
Criança morre atingida por trave em Imbaú A morte de Heloise da Silva Cruz, menina de 3 anos de idade que morreu após ser atingida por uma trave de futebol que caiu sobre ela neste domingo (11) em Imbaú, nos Campos Gerais do Paraná, reacendeu o debate sobre a fixação das estruturas ao solo. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Não há nenhuma lei brasileira ou paranaense que determine essa obrigatoriedade; até então, apenas algumas cidades regulamentaram a instalação com leis municipais.
No entanto, tramita na Assembleia Legislativa do estado (Alep) um projeto de lei que estabelece medidas obrigatórias de segurança para a instalação, fixação e manutenção de traves de futebol e futsal em todo o Paraná e aguarda votação.
Ele foi protocolado em 19 de fevereiro de 2026, 10 dias depois de um menino de 7 anos morrer após uma trave de futebol cair sobre a cabeça dele em uma escola municipal de Marquinho, cidade da região central do estado.
Aquele foi o primeiro de três casos semelhantes registrados neste ano.
Desde 2022, ao menos 7 crianças e adolescentes morreram de forma semelhante.
Relembre as histórias neste link.
Heloise da Silva Cruz tinha 3 anos de idade Reprodução - Funerária Vidaprev/Redes Sociais Projeto de lei aguarda votação De autoria dos deputados estaduais Gilson de Souza, Cristina Silvestri e Ana Júlia, o projeto de lei nº 153/2026 dispõe sobre normas gerais de segurança relativas à instalação, fixação, manutenção e uso de traves de gol em espaços públicos e privados destinados à prática esportiva no Paraná.
A ele, foi anexado o projeto de lei nº 199/2026, que tem objetivos semelhantes e foi protocolado pela deputada Cristina Silvestri 12 dias depois.
Agora, ambos tramitam como um só, no número 153/2026.
O g1 questionou a Alep sobre o porquê o projeto criado 8 meses atrás ainda não foi à votação.
Em nota, a Assembleia disse entender que não há atraso na tramitação porque ele "segue o rito legislativo regular, dentro dos prazos regimentais".
"A Assembleia Legislativa tem um volume elevado de proposições em análise, e há projetos apresentados ainda em 2025 que não chegaram à votação em Plenário.
Somente no ano passado, foram apresentados mais de 1.300 projetos e aprovados cerca de 700".
Ainda de acordo com a instituição, o projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), passou pelas comissões temáticas e está apto à votação em Plenário, "aguardando apenas sua inclusão na pauta, o que deve ocorrer nos próximos dias".
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