TSE vai redistribuir processo do PL que denuncia rede de ataques do PT
O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) decidiu redistribuir o processo de autoria do Partido Liberal (PL) que denuncia suposta utilização de recursos do Fundo Partidário pelo PT para custear eventos e mobilização com objetivo de disseminar conteúdos “desinformativos e ofensivos” contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) .
Inicialmente, o processo havia sido distribuído para relatoria do ministro André Mendonça.
Em decisão liminar no dia 8 de julho, o magistrado determinou apresentação de gravações, documento e outras provas referentes ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto Porta Vozes de Lula.
O TSE analisou o caso em julgamento virtual concluído na sexta-feira (14/8).
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva divergiu do relator e enfatizou que o próprio PL solicitou que os elementos obtidos por meio do processo sejam vinculados à prestação de contas partidária do PT.
Desta forma, segundo o magistrado, a representação deve ser distribuída entre os sete ministros do TSE, e não somente entre os três designados para examinar casos de propaganda eleitoral (Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha).
“Em suma, se a controvérsia não versa sobre a licitude da propaganda eleitoral, mas sobre eventual irregularidade na utilização de recursos do Fundo Partidário, a ação deve observar o regime de competência e distribuição estabelecido pelo art.
70 da Res.-TSE nº 23.604/2019, e não aquele reservado aos feitos submetidos aos Juízes Auxiliares pela Res.-TSE nº 23.608/2019”, enfatizou Cueva em voto seguido por Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques, Antonio Carlos Ferreira e Nunes Marques.
André Mendonça votou para referendar a decisão dele de 8 de julho e foi seguido por Dias Toffoli.
De acordo com a decisão por maioria do TSE, a liminar de André Mendonça segue vigente e será analisada pelo relator após redistribuição do processo.
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1 de 4 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução/PT 2 de 4 Lula faz ato inaugural da campanha presidencial Rebeca Ligabue/Metrópoles 3 de 4 Rebeca Ligabue/Metrópoles 4 de 4 Lula brinca sobre promessa do Ministério do Namoro: "Próximo governo" Reprodução/Youtube Entenda o caso O PL acusou o PT de usar dinheiro público para financiar rede de ataques a Flávio, adversário de Lula.
O primeiro episódio teria ocorrido no 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado entre 24 e 26 de abril de 2026, ocasião em que, segundo o PL, teria sido apresentada estratégia de comunicação digital voltada à desconstrução da imagem de Flávio Bolsonaro, mediante exibição de vídeos, infográficos, slogans, pesquisas qualitativas e peças audiovisuais que o associariam a corrupção, criminalidade, “rachadinhas”, milícias, Banco Master e outros fatos de elevada carga negativa.
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