Radar das Eleições: Ajuste de R$ 500 bi? Para economista da ARX, ‘buraco é muito maior’ e não há atalho
https://youtu.be/Oo_MC6lYDsY O próximo presidente da República terá pela frente um ajuste fiscal estimado em R$ 500 bilhões , equivalente a quatro pontos percentuais do Produto Interno Bruto ( PIB ) – e o esforço necessário pode ser ainda maior.
A avaliação é de Gabriel Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, que vê incertezas sobre o ponto de partida das contas públicas e os custos de medidas adotadas pelo governo .
Em entrevista ao Radar das Eleições , programa no canal do Youtube do Money Times , o economista afirmou que a estimativa pode aumentar diante de novas despesas e de riscos associados a operações realizadas fora do Orçamento.
“Hoje, quando a gente faz as contas, estamos falando de quatro pontos percentuais do PIB.
É o que a foto de hoje diz para a gente.
Só que o buraco é muito maior”, disse.
Os R$ 500 bilhões representam a estimativa de esforço necessário para transformar o déficit primário – quando as despesas superam as receitas, sem contar os juros da dívida – em um superávit capaz de ajudar a estabilizar o endividamento público.
Não se trata de uma proposta de corte imediato desse valor no Orçamento.
Na conta de Barros, o déficit de partida pode chegar a pelo menos 1% do PIB, enquanto o país precisaria alcançar um superávit de, no mínimo, 3% do PIB.
“Hoje, na foto, são quatro pontos.
Mas o tamanho efetivo mesmo, mensurado, ninguém sabe.
Provavelmente é maior do que isso”, afirmou.
Antes do ajuste, será preciso conhecer as contas Para o economista, um dos primeiros desafios do próximo governo será levantar a situação fiscal, incluindo operações que não aparecem diretamente no resultado primário.
Barros cita o uso de fundos, empresas estatais e medidas de crédito como fontes de riscos que precisam ser mapeados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.