MPF abre investigação para apurar impactos da poeira de minério na saúde de ribeirinhos no Pantanal
Moradora mostra casa suja de poeira por conta da exploração de minério em MS O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis danos ambientais e impactos à saúde dos moradores do distrito de Porto Esperança, em Corumbá.
A investigação foi aberta após denúncias sobre o tráfego intenso de carretas utilizadas no transporte de minério de ferro, que, segundo os moradores, tem alterado a rotina da comunidade devido à poeira e ao barulho constantes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Vídeos gravados por uma das moradoras, aos quais o g1 teve acesso, mostram a sujeira provocada pela poeira que se dispersa sobre as casas do distrito.
Veja no vídeo acima.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do MPF no último dia 20 de agosto, por determinação da Procuradora da República Damaris Rossi Baggio de Alencar.
A abertura do inquérito atende a uma denúncia formalizada em novembro de 2025 pelo advogado Matheus Viana, que atua na defesa dos ribeirinhos.
Segundo as informações encaminhadas ao MPF, os veículos passam a aproximadamente 20 metros das residências da comunidade, provocando níveis elevados de ruído e dispersão de poeira mineral.
De acordo com o documento, moradores relataram aumento de problemas de saúde que poderiam estar relacionados à exposição à poeira e ao barulho.
Entre os sintomas mencionados estão crises de asma, bronquite, rinite, irritações na pele e nos olhos, sangramento nasal e dificuldades para dormir.
O MPF também pretende apurar uma possível contaminação do Rio Paraguai e da rede de abastecimento de água utilizada pela população local.
A investigação considera ainda a possível ocorrência de "danos morais e materiais coletivos", conforme a decisão.
Caso os impactos apontados nas denúncias sejam confirmados, o Ministério Público poderá avaliar a necessidade de exigir medidas permanentes para reduzir a emissão de poeira e o impacto sonoro provocado pelo transporte de minério, além da reparação dos danos eventualmente comprovados.
Empresa terá prazo para responder Como uma das primeiras medidas, o MPF determinou a notificação da LHG Mining Corumbá S.A. para que apresente, no prazo de 15 dias úteis, uma resposta formal às denúncias.
Moradora mostra sujeira da poeira expelida pela passagem dos caminhões.
Arquivo pessoal.
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