Recusa por doação de órgãos aumenta no ES: 'A espera é uma dor muito grande', diz filha de paciente na fila por fígado
Julius Cezar Carvalho Silva, de 66 anos, está hospitalizado em estado grave e aguarda um transplante de fígado no Espírito Santo Acervo de família "A nossa vida está em compasso de espera.
Quando alguém que a gente ama entra em um quadro crítico como esse, a vida de toda a família fica em pausa".
Foi assim que a médica Julia Pitangui definiu a rotina da família desde que o pai, Julius Cezar Carvalho, de 66 anos, entrou na fila para um transplante de fígado.
O jornalista aposentado é uma das 2.841 pessoas que aguardam por um transplante de órgão no Espírito Santo.
Diagnosticado com cirrose há mais de 6 anos, ele passou a integrar a lista de espera no último dia 30 de julho e, há cerca de um mês, está hospitalizado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) enquanto aguarda o transplante. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp “Primeiro, [os médicos] tentaram todas as medidas medicamentosas para tirar ele dessa complicação, mas não tivemos melhoras.
Nesse caso, a única alternativa é o transplante.
Nossos dias são divididos em escalas de acompanhamento na UTI, noites mal dormidas e o telefone sempre por perto, esperando a notícia de que o órgão apareceu.”, disse a filha do paciente.
A esperança por uma doação, no entanto, esbarra em um cenário desafiador.
Segundo dados da Secretaria da Saúde do Espírito Santo, houve um aumento no número de famílias que se recusam a autorizar o procedimento — no primeiro semestre de 2026, as negativas representaram 55,9% do total de entrevistas realizadas.
LEIA TAMBÉM: Força-tarefa paralisa trânsito de Vitória e leva coração de doador do ES até avião fretado para SP em 12 minutos A porcentagem significa que, entre janeiro e junho deste ano, 57 famílias disseram "não" num total de 102 entrevistas realizadas.
No mesmo período do ano passado, foram realizadas 88 entrevistas, com 49 negativas.
Mais de 2.800 na fila de transplante De acordo com Maria Machado, coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET-ES), os números indicam que houve um aumento no número de possíveis doações, mas a quantidade de negativas também cresceu.
Até esta quarta (19), 2.841 pessoas aguardavam por um órgão no estado, sendo 1.040 para rim, 1.726 para córnea, 66 para fígado e nove à espera de um coração.
No primeiro semestre de 2026, foram realizadas 38 doações no Espírito Santo, três a mais que no mesmo período do ano passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.