Marina Silva condena ataque e afirma que violência política contra mulheres não pode ser naturalizada
Marina Silva concedeu entrevista exclusiva ao g1 Campinas, nesta quinta-feira (9).
Victor Freitas/EPTV Candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) se pronunciou nesta terça-feira (18) sobre o ataque ocorrido na última segunda-feira (17) e agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas de lideranças políticas, instituições, movimentos sociais e cidadãos de diferentes posições políticas.
Segundo Marina, a solidariedade partiu de diferentes setores, inclusive de pessoas que estão no campo adversário.
Para ela, episódios como o ocorrido reforçam a necessidade de união da sociedade para rejeitar tentativas de transformar divergências políticas em intimidação ou agressão.
“O episódio de ontem diz respeito não apenas a mim”, afirmou Marina.
Ela relacionou o caso à violência política de gênero, que, segundo ela, atinge muitas mulheres e se manifesta por meio de violência, constrangimento e tentativas de silenciamento para afastá-las dos espaços públicos e dos lugares de decisão.
Marina defendeu que comportamentos dessa natureza não sejam naturalizados.
A ministra também afirmou ser necessário apurar os fatos com rigor, responsabilizar quem ultrapassar os limites da lei e fortalecer uma cultura democrática baseada no respeito.
Apesar do episódio, Marina disse que continuará nas ruas conversando com mulheres e homens de São Paulo.
Ela ressaltou que divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia, mas afirmou que intimidação, agressão e violência não.
“As mulheres merecem respeito.
São Paulo merece respeito”, declarou Marina ao encerrar o pronunciamento (veja abaixo): Initial plugin text Ataque O primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, foi uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista na segunda-feira (17).
O evento também reuniu as candidatas ao Senado pela chapa da esquerda no estado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
A ex-ministra do Meio Ambiente relatou ter sido alvo de hostilidade por um homem desconhecido durante o trajeto (leia mais abaixo).
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