Crime de stalking cresce mais de 30% no Brasil em apenas um ano
O crime de stalking — que é perseguir alguém de forma obsessiva e persistente, no meio virtual ou não — deu um salto no Brasil de 2024 para 2025.
Foi o que constatou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao observar que o ilícito cresceu mais de 30%.
Os dados mostram que 123.871 mulheres fizeram denúncias no ano passado, o que dá uma média de 14 ocorrências por hora.
Além disso, a pesquisa Visível e Invisível, também elaborada pelo FBSP, mostra que as notificações passaram de 9,3%, em 2017, para quase o dobro (16,1%), em 2025.
O levantamento do stalking aponta para o aumento do crime em quase todo o país no período 2024/25.
Os maiores crescimentos foram observados no Amazonas (73,5%), no Maranhão (52,6%) e em São Paulo (46,6%) — que, aliás, teve a maior taxa nacional, de 207 casos por 100 mil mulheres .
Sozinho, o estado concentra cerca de 40% de todos os registros do país.
As unidades da Federação com o menor número de registros foram Pernambuco (24,3/100 mil), Mato Grosso do Sul (25,0/100 mil) e Maranhão (46,8/100 mil).
Maria* (nome fictício) faz parte de uma dessas milhares de mulheres que sofrem ou sofreram com perseguições.
Médica, 24 anos, conta que passou mais de dois anos recebendo mensagens e enfrentando situações indesejadas provocadas por um colega.
Conforme relata, os dois se conheceram em uma aula de luta e que o homem sempre demonstrou interesse.
Mas, pela diferença de idade e momento de vida, ela não queria entrar em um relacionamento.
Apesar disso, os dois se envolveram em uma festa.
A partir desse momento, ele passou a enviar mensagens constantemente, que nunca eram respondidas.
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