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Parece IA? Veja como descobrir se uma imagem foi gerada por inteligência artificial

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Parece IA? Veja como descobrir se uma imagem foi gerada por inteligência artificial

Uma foto perfeita nem sempre retrata um momento que realmente aconteceu. Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial generativa (IA), imagens sintéticas estão cada vez mais convincentes e depender apenas da percepção visual pode não ser suficiente para descobrir o que é real.

Para Igor Baliberdin, designer estratégico e fundador da LOOOP, com mais de 20 anos de experiência na interseção entre design, negócios e tecnologia, a principal mudança é entender que não existe mais um único "erro de IA" capaz de denunciar uma imagem. "A tecnologia evoluiu muito. Hoje, procurar apenas uma mão estranha ou uma palavra escrita de forma errada pode funcionar em alguns casos, mas não é uma estratégia confiável. O mais importante é desenvolver um olhar investigativo e combinar diferentes sinais", explica.

Segundo o especialista, alguns cuidados podem ajudar a avaliar uma imagem antes de acreditar ou compartilhar. Confira, abaixo, algumas dicas!

Partes do corpo continuam sendo bons pontos de observação, principalmente quando aparecem em situações complexas. Mãos com dedos desproporcionais, acessórios que parecem se fundir à pele, dentes excessivamente uniformes ou olhos com reflexos incompatíveis podem indicar uma geração artificial.

"Não significa que qualquer detalhe estranho seja prova de IA. Uma fotografia real também pode ter distorções, desfoque ou problemas de iluminação. O ponto é observar se existem várias pequenas inconsistências acontecendo ao mesmo tempo", afirma Igor Baliberdin.

Uma imagem pode parecer completamente natural quando vista rapidamente no celular, mas revelar problemas ao ser ampliada. Texturas de pele, fios de cabelo, bordas de objetos, estampas, letras e elementos no fundo merecem atenção.

"É interessante olhar para aquilo que normalmente ignoramos. A IA pode acertar muito bem o elemento principal e ainda apresentar pequenas inconsistências nas relações entre os objetos. O problema está muitas vezes no detalhe, não no centro da imagem", explica o designer.

A iluminação também pode entregar uma imagem sintética. Observe se a direção da luz faz sentido, se as sombras acompanham os objetos e se os reflexos em espelhos, vidros ou superfícies metálicas correspondem ao que está acontecendo na cena.

"Uma fotografia é resultado de uma série de relações físicas: luz, distância, perspectiva, profundidade, reflexo. Quando alguma dessas relações não fecha, temos um sinal para investigar melhor", orienta o especialista.

Placas, embalagens, telas, documentos e letreiros são outros pontos importantes. Mesmo quando a IA produz frases visualmente convincentes, pequenos elementos podem apresentar caracteres estranhos, palavras sem sentido ou informações que não correspondem ao contexto.

"É aquele tipo de imagem que parece correta à primeira vista, mas, quando você lê o que está escrito, percebe que alguma coisa não faz sentido. A informação visual precisa ser analisada com a informação que ela pretende transmitir", afirma Igor Baliberdin.

Talvez esse seja um dos passos mais importantes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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