Metal contemporâneo no Rock in Rio é ‘trabalho educacional’, diz Zé Ricardo: ‘público é tradicional’
Normalmente, o Rock in Rio escala nomes mais tradicionais para compor o clássico “dia do metal”, presente em quase todas as edições.
No entanto, o critério foi diferente em 2026: a organização optou por artistas e bandas mais contemporâneos.
Além do Avenged Sevenfold , headliner que já havia se apresentado em 2024, a programação de 5 de setembro contará com Bring Me the Horizon , Bad Omens e Poppy .
Todos eles se destacaram já no século 21, com os dois últimos tendo lançado seus trabalhos inaugurais há uma década.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil , o vice-presidente artístico do Rock in Rio, Zé Ricardo , declarou que tal movimentação foi bastante estudada por sua equipe, pois o público do festival tende a ser mais tradicional quando se trata de música pesada.
“Todo passo que a gente dá para trazer um novo estilo, ou abrir para uma cena contemporânea — ou um estilo contemporâneo como trap e k-pop — é difícil.
Pode parecer que não, mas o público do Rock in Rio pode parecer que não, mas ele é muito tradicional no metal.
Esse público é capaz de ver uma banda nova no Allianz [estádio Nubank Parque, em São Paulo], mas no Rock in Rio quer ver aquele clássico.
Então, existe um trabalho também educacional, na formação desse novo público.” O curador reconheceu que lineups mais ousados não trazem uma resposta imediata em relação às vendas.
Ele refletiu: “Precisamos trazer artistas contemporâneos, mas você vê que o dia não esgotou imediatamente.
Nós vamos chegar lá, mas esse dia leva mais tempo.” Metal contemporâneo e k-pop no Rock in Rio Ainda de acordo com Zé Ricardo, a organização do Rock in Rio busca equilibrar artistas tradicionais com nomes, cenas e gêneros contemporâneos.
Ele explicou: “É preciso equilibrar o tradicional com as propostas de assuntos — não só de bandas, mas de assuntos que estão acontecendo no seu tempo.
O k-pop é um assunto do nosso tempo atual, então você tem que incluí-lo no Rock in Rio, mas não se pode esquecer a tradicionalidade que um festival como o Rock in Rio tem.
Agora tenho no meu time de curadoria o Gus Canazio , que mora em Los Angeles e me apresenta muitas opções do que está acontecendo também, para que eu possa tomar uma decisão no final.” Mesmo no caso do k-pop, com artistas de enorme sucesso global, a inclusão na programação do festival representou certo risco.
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