Seus órgãos podem ter idades diferentes da sua, aponta estudo
A idade registrada na certidão de nascimento não conta toda a história sobre o envelhecimento do corpo.
Um estudo publicado na última sexta-feira (14/8), na revista científica Nature Medicine , mostra que diferentes órgãos e tecidos de uma mesma pessoa podem envelhecer em ritmos distintos.
Isso significa que alguém com 50 anos, por exemplo, pode apresentar tecidos com características compatíveis com uma idade biológica maior ou menor.
Os pesquisadores chegaram à conclusão após desenvolverem “relógios dos tecidos” , modelos capazes de estimar a idade biológica a partir de alterações microscópicas provocadas pelo envelhecimento.
A pesquisa avaliou 25.712 imagens histopatológicas de 40 tipos de tecidos de 983 pessoas.
Com inteligência artificial, os cientistas identificaram características relacionadas à idade e compararam a estimativa obtida com a idade cronológica de cada indivíduo.
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A diferença entre a idade prevista pelo tecido e a idade cronológica foi chamada pelos pesquisadores de “lacuna de idade”.
Quanto maior a lacuna positiva, mais envelhecido o tecido aparentava estar em relação à idade da pessoa.
Os pesquisadores identificaram indivíduos com envelhecimento acelerado em vários tecidos e outros nos quais apenas determinados órgãos apresentavam uma idade biológica maior.
Entre as principais alterações associadas ao envelhecimento estavam atrofia dos tecidos, fibrose, redução de pequenos vasos sanguíneos e menor proliferação de células epiteliais.
Os tecidos biologicamente mais velhos também apresentaram associação com telômeros mais curtos e maior presença de alterações patológicas.
O que o estudo encontrou em diferentes órgãos O trabalho não determina uma idade padrão para cada órgão.
Em vez disso, mostra quanto determinados tecidos podem estar biologicamente mais velhos ou mais jovens em relação à idade cronológica de cada pessoa.
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