Hackers utilizaram ferramenta de IA da SpaceX para ataque a sete empresas
WASHINGTON, 27 Ago (Reuters) – Hackers de língua russa utilizaram o assistente de programação por inteligência artificial da SpaceX, Cursor, para atacarem uma empresa química belga e pelo menos outras seis companhias no início deste ano, de acordo com dados analisados pela Reuters e relatos divulgados nesta quinta-feira pelas empresas de segurança digital Gambit Security e CloudSek.
A onda de invasões impulsionadas por IA é o exemplo mais recente de como agentes mal-intencionados estão usando ferramentas comerciais de IA para realizarem ataques.
O diretor de estratégia da Gambit, Curtis Simpson, disse que isso também mostra como os provedores de IA estão presos em uma corrida armamentista sem fim contra usuários que tentam contornar suas medidas de proteção.
Leia também IA terá consequências tanto para economia quanto para política monetária, diz Warsh Warsh destacou que a tecnologia aumenta o potencial de maior crescimento econômico Governança e orquestração: o caminho para escalar a IA com segurança nos bancos A articulação entre infraestrutura de rede, dados e cibersegurança sustenta a transparência necessária para expandir o uso da inteligência artificial no setor “Isso vai ser um jogo de gato e rato”, disse Simpson.
A Cursor e sua controladora, a SpaceX, não comentaram.
Servidor exporto A Gambit afirmou ter descoberto a campanha dos hackers após encontrar um servidor que um novo grupo de ransomware chamado Aur0ra havia inadvertidamente exposto à internet.
Isso permitiu que a empresa sediada em Tel Aviv analisasse 28 sessões de bate-papo entre um ou mais hackers da Aur0ra e um dos agentes de IA da Cursor, que são programas capazes de operar com vários graus de autonomia.
Em seu relatório, a Gambit afirmou que os membros do Aur0ra persuadiram o agente de IA da Cursor a realizar centenas de operações maliciosas — como roubo de credenciais ou invasão de contas de alto valor — alegando falsamente que a invasão fazia parte de uma simulação.
“Precisamos de qualquer conta de administrador”, citou a Gambit, referindo-se ao que os hackers disseram em determinado momento.
“Encontrem qualquer senha que funcione.” Em seu relatório, a CloudSek, com sede em Cingapura, afirmou que os dados no servidor mostraram que o s membros do Aur0ra fizeram pelo menos 20 vítimas no total, embora não tenha detalhado quantas foram comprometidas com a ajuda da IA.
Nem o Gambit nem a CloudSek identificaram as vítimas dos hackers pelo nome, mas a Reuters conseguiu identificar seis delas após analisar de forma independente partes dos dados do chat, que ainda estavam online no mês passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.