Banco Central reduz Selic para 13,75%; entenda o impacto no seu bolso
O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano.
A decisão significa que os juros básicos do País começaram a cair, mas isso não quer dizer que empréstimos, financiamentos e cartões ficarão baratos de uma hora para outra.
A Selic funciona como referência para os juros cobrados em toda a economia.
Quando ela diminui, os bancos passam a ter espaço para reduzir, aos poucos, as taxas de crédito.
Na prática, financiamentos de imóveis e veículos, empréstimos pessoais e compras parceladas podem ficar menos caros.
O tamanho e a velocidade dessa redução, porém, dependem de cada instituição financeira e do risco apresentado pelo cliente.
Para quem investe, a mudança também pesa.
Aplicações ligadas à Selic ou ao CDI, como Tesouro Selic, CDBs e algumas contas remuneradas, tendem a render um pouco menos.
Mesmo assim, com a taxa ainda em 13,75% ao ano, a renda fixa continua oferecendo retornos elevados.
O Banco Central justificou o corte pela desaceleração da inflação e pela perda gradual de ritmo da economia.
O mercado de trabalho, contudo, permanece aquecido, enquanto a inflação continua acima da meta perseguida pela instituição.
As projeções mostram que o problema está longe de ser resolvido.
O Copom estima que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2026 em 5,2%, caia para 3,9% em 2027 e chegue a 3,2% no primeiro trimestre de 2028.
A pesquisa Focus aponta expectativas ainda maiores para 2026 e 2027, de 4,9% e 4,3%, respectivamente.
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