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“Uma guerra comercial não interessa ao Brasil”, diz FIEMG sobre retaliação ao tarifaço

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“Uma guerra comercial não interessa ao Brasil”, diz FIEMG sobre retaliação ao tarifaço

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) afirmou que uma guerra comercial não interessa nem ao Brasil nem aos Estados Unidos e que a saída mais segura e eficaz seria um entendimento entre os dois países.

As declarações foram feitas em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira, 14.

Na quinta-feira, 13, o governo comunicou a Washington que iniciou consultas para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica , mecanismo que permite ao país responder a medidas comerciais consideradas prejudiciais.

Ainda não há, porém, uma decisão sobre quais contramedidas poderão ser adotadas.

“O momento exige firmeza na defesa dos interesses brasileiros, mas também responsabilidade para impedir que a disputa comercial avance para uma escalada de retaliações que trará prejuízos à indústria, aos investimentos e aos empregos”, diz a FIEMG.

A entidade lembra que a legislação já havia sido acionada em 2025.

Na ocasião, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisou o caso, e o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) reconheceu formalmente seu enquadramento na Lei da Reciprocidade.

Continua após a publicidade “No entanto, diante do avanço das tratativas bilaterais, o governo optou por priorizar as consultas diplomáticas antes de definir contramedidas.

Com isso, nenhuma tarifa foi aplicada”, aponta a entidade.

Segundo a FIEMG, o Brasil dispõe de instrumentos legítimos para defender seus interesses e deve utilizá-los de forma estratégica.

Qualquer eventual contramedida, porém, precisa ser cuidadosamente calibrada.

Continua após a publicidade “Retaliar importações de insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias utilizados pela própria indústria brasileira pode aumentar custos de produção, reduzir competitividade e fazer com que o país pague duas vezes pela mesma disputa”, diz a nota.

Um estudo realizado pela FIEMG em 2025 estimou que, em um cenário hipotético de sobretaxa recíproca de 50% sobre as importações dos Estados Unidos, a perda para o PIB brasileiro poderia chegar a 259 bilhões de reais, equivalente a 2,21% do PIB.

Continua após a publicidade Essa estimativa, no entanto, não se aplica diretamente ao cenário atual.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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