Mapa de Risco: Como o descontrole das contas públicas chega aos juros que você paga
O desequilíbrio das contas públicas parece uma discussão distante da rotina das famílias, mas o efeito aparece de forma direta no crédito.
Quando o governo precisa tomar mais dinheiro emprestado para financiar suas despesas, ele disputa recursos com empresas e consumidores e ajuda a pressionar as taxas cobradas na economia.
A explicação foi feita por Tiago Sbardelotto, economista da XP, durante o Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .
“Tesouraço”: como é o plano de Flávio Bolsonaro para corte de gastos e impostos Segundo ele, a lógica é semelhante à de um orçamento doméstico.
Se as despesas permanecem acima das receitas por muito tempo, a dívida cresce.
A diferença é que, no caso do governo, o tamanho dessa necessidade de financiamento afeta todo o mercado.
“Como esse cara é muito grande, falando do governo aqui, que trabalha ali com trilhões por ano, significa que ele está sugando a liquidez desse mercado, que ele está pegando muito recurso para ele e está deixando menos recurso para ser emprestado para o restante da economia”, afirmou.
Leia também Se o presidente fosse Bolsonaro, juros seriam metade do que está hoje, diz Flávio Fim do governo Bolsonaro foi marcado pela taxa Selic em 13,75% Lula diz que não está preocupado com dívida pública: ‘Quero crescimento’ Presidente evita antecipar cortes em gastos obrigatórios e afirma que expansão da economia é o principal caminho para melhorar as contas públicas Com menos dinheiro disponível para financiar empresas e famílias, o custo dos empréstimos tende a aumentar.
É por isso que, segundo Sbardelotto, o equilíbrio fiscal tem um efeito que vai além das contas do Tesouro.
“Então a gente tem um benefício indireto do controle das contas públicas, que é justamente essa taxa de juros menor”, disse.
Dívida também limita o Banco Central O avanço da dívida pública também influencia a chamada taxa de juros neutra — aquela compatível com uma inflação estável e uma economia funcionando próxima de seu potencial.
Quanto maior o risco associado às contas públicas, menor tende a ser o espaço para o Banco Central promover cortes mais profundos na taxa básica sem pressionar a inflação.
O que os candidatos à Presidência dizem sobre o fim da escala 6×1 O efeito também pode ocorrer pela demanda.
Se o governo amplia despesas enquanto a economia já opera perto de sua capacidade, injeta mais recursos em circulação sem que a oferta de bens e serviços cresça na mesma velocidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.