Argentino apontado como traficante de armas ficará preso na Gameleira
O argentino de 49 anos Diego Hernan Dirisio, apontado por órgãos de segurança como o maior traficante de armas da América do Sul, deve ficar preso na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, em Campo Grande.
Conforme apurado pela reportagem, o suspeito passou por audiência de custódia na tarde de quinta-feira (10), um dia depois de ser entregue ao Brasil pelas autoridades argentinas.
A audiência ocorreu por videoconferência na 3ª Vara Federal de Campo Grande.
O juiz Felipe Bittencourt Potrich manteve o cumprimento das ordens de prisão expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador (BA) e determinou que a Gameleira I garanta os medicamentos usados pelo preso O documento registra que ele toma vitaminas por ter passado por cirurgia bariátrica e usa Alprazolam, medicamento usado para transtornos de ansiedade e pânico.
Já Diego declarou à Justiça renda média de US$ 10 mil por mês, cerca de R$ 52 mil na conversão direta.
Segundo o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), o argentino foi entregue ao Brasil na quarta-feira após deixar Buenos Aires em um voo para São Paulo (SP).
Ele havia sido preso em Córdoba, na Argentina, em fevereiro de 2024, depois de entrar na lista internacional de procurados da Interpol.
A Justiça brasileira o procura por acusações relacionadas a tráfico internacional de armas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A investigação brasileira aponta que Diego comandava, ao lado de Julieta Vanessa Nardi Aranda, uma organização que usava uma empresa no Paraguai para importar armas fabricadas na Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.
Parte do armamento teria sido desviada para o Brasil e abastecido PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).
Conforme o Ministério da Justiça, algumas armas tinham a numeração retirada antes de entrar no País para dificultar o rastreamento.
A apuração começou em 2020, depois da apreensão de pistolas e fuzis na Bahia, e levou à Operação Dakovo, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em dezembro de 2023.
Segundo a CNN Brasil, a investigação atribui ao esquema a venda de cerca de 43 mil armas e munições para grupos criminosos e estima movimentação de R$ 1,2 bilhão em três anos.
A rota partia de fabricantes europeus, passava pelo Paraguai e terminava em diferentes estados brasileiros.
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