Informações sigilosas de investigações sobre Banco Master e Vorcaro teriam sido acessadas a partir da delegacia de Juiz de Fora, diz PF
Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF, diz PF Informações sigilosas de investigações da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro teriam sido acessadas do sistema interno da corporação a partir da Delegacia da PF em Juiz de Fora.
O apontamento aparece em um inquérito da própria PF que investiga o caso e o documento faz parte dos processos que estão no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo caiu nesta quinta-feira (10).
De acordo com os documentos liberados pela Suprema Corte, os acessos são a inquéritos relacionados a Vorcaro durante investigação da Operação Compliance Zero, que apurou suspeitas de crimes financeiros e a atuação de uma organização ligada ao banqueiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp "Não obstante, a evidência acima comprova que a organização criminosa conseguiu realizar, indevidamente, pesquisas no sistema ePol, que é de acesso exclusivo de policiais federais.
Diante da gravidade de tal acesso, foi determinada a imediata realização de auditoria nos sistemas da PF, diligência que se encontra em curso e revelou, até agora, que o acesso indevido partiu da Delegacia da Polícia em Juiz de Fora/MG", afirma a PF no documento.
Documentos de investigações da Polícia Federal anexados a processos que estão do Supremo Tribunal Federal (STF), com grifos pelo g1 STF/Reprodução Conforme os registros do inquérito, "missões" teriam sido atribuídas ao policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, cuja última lotação foi na Delegacia da PF em Juiz de Fora.
Ele se aposentou em agosto de 2022.
Uma das responsabilidades dele era levantar informações de processos judiciais e inquéritos policiais ligados a Vorcaro que tramitavam na PF.
Além disso, Marilson é apontado como o líder da "Turma", grupo que, segundo a PF, era composto por policiais que realizava variadas tarefas que seriam predeterminadas por Vorcaro.
De acordo com a PF, as ações da "Turma" iriam desde a intimidação de desafetos, até a obtenção ilícita de dados sigilosos.
Documentos de investigações da Polícia Federal anexados a processos que estão do Supremo Tribunal Federal (STF), com grifos pelo g1 STF/Reprodução Os documentos apontam que havia "diversos exemplos sobre a atuação da 'Turma' e de Marilson Roseno na obtenção de informações sigilosas, das quais destaca-se o acesso ilícito aos sistemas do Ministério Público Federal, bem como da Polícia Federal".
Ainda indica que, pelo trabalho, a "Turma" pode ter recebido até R$ 9,6 milhões para ratear entre os integrantes.
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