PF investiga se Lulinha mantinha sociedade oculta com outros empresários para obter interesses privados em órgãos federais
PF investiga se filho mais velho do presidente Lula mantinha sociedade oculta com empresários A Polícia Federal investiga se Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula, mantinha uma sociedade oculta com outros dois empresários para obter interesses privados em órgãos do governo federal.
A informação foi publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”.
A TV Globo também teve acesso ao material: a representação da Polícia Federal que levou à abertura de uma das investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O inquérito apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em uma tentativa de obter um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao SUS.
O contrato nunca foi fechado. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A polícia encontrou indícios de “aparente sociedade informal” entre Lulinha e os empresários Roberta Luchsinger e Fernando Bittar para interesses privados, usando relações pessoais privilegiadas.
Bittar foi condenado em 2019 por lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.
O Supremo Tribunal Federal anulou a condenação dois anos depois.
Segundo a PF, a atuação deles pode ter ultrapassado limites éticos e legais porque "o modus operandi identificado não se restringia à defesa institucional de interesses ou à discussão de políticas públicas de caráter geral, mas a uma atuação voltada à facilitação da obtenção de contratos públicos, à promoção de alterações legislativas em benefício de interesses privados específicos e à realização de pagamentos a agentes públicos ocupantes de cargos de elevada hierarquia, com expectativa de obtenção de vantagens econômicas decorrentes dessas intervenções.
PF investiga se Lulinha mantinha sociedade oculta com outros empresários para obter interesses privados em órgãos federais Jornal Nacional/ Reprodução A revista “Veja” também divulgou trechos do inquérito.
Entre eles, uma conversa entre Roberta Luchsinger e o então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Na mensagem, Roberta afirmou: “Temos que colocar o Fábio em cima do Berge”.
Fábio, segundo a Polícia Federal, é Lulinha.
E Berge é o apelido de Swedenberger Barbosa, então número dois do Ministério da Saúde.
Marcola respondeu: “Beleza”.
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