Colar de R$ 2 milhões dado por Buzeira a Neymar levou polícia a investigar rede de receptação de alianças roubadas em SP
Buzeira posou ao lado de Neymar Jr., afirmando ter presenteado o atleta com uma corrente avaliada em R$ 2 milhões Reprodução/Instagram Um colar de ouro avaliado em R$ 2 milhões que o influenciador Buzeira deu de presente a Neymar durante um cruzeiro em 2023 foi o ponto de partida de uma investigação da Polícia Civil que posteriormente chegou a uma rede suspeita de receber, derreter e revender alianças e outras joias roubadas em São Paulo.
Neymar não é investigado no caso e não há nos autos qualquer indicação de participação do jogador no esquema.
A polícia também não afirma que o ouro utilizado na fabricação do colar tenha origem criminosa.
Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação contra uma rede suspeita de atuar desde o roubo de alianças e outras joias de ouro nas ruas até o derretimento das peças e a reinserção do metal no mercado.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.
A investigação iniciada após a repercussão do presente levou os policiais a Douglas Bonetti Rocha, conhecido como "Jimmy", identificado como o fabricante da joia.
A partir das informações obtidas com o depoimento dele e de outras diligências, a Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar a origem do ouro utilizado por Douglas.
Essa apuração posteriormente alcançou uma rede de comerciantes e intermediários suspeitos de atuar na receptação de ouro proveniente de furtos e roubos.
Entre eles estava Rony Gonçalves, apontado pela investigação como elo entre criminosos que obtinham as joias e comerciantes da região central de São Paulo.
Rony foi preso na primeira fase da Operação Ouro Reverso.
Nesta segunda-feira (24), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a Ouro Reverso 2, que busca atingir outros integrantes da cadeia.
Douglas é considerado foragido.
A nova fase cumpre 4 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 34 milhões em bens dos investigados.
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