Haddad promete câmeras corporais funcionando 'ininterruptamente' e critica modelo de Tarcísio
Fernando Haddad participa de sabatina no UOL.
Reprodução/YouTube O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, prometeu a volta do funcionamento ininterrupto das câmeras corporais usadas pela Polícia Militar.
O ex-ministro da Fazenda participou da sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (24). 🔎 Após acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio do ano passado, o modelo de operação dos equipamentos mudou.
O sistema usado atualmente não prevê gravação contínua.
As câmeras podem ser acionadas de forma manual pelo policial durante uma ocorrência ou remotamente pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
O modelo é alvo de críticas de organizações sociais e entidades de direitos humanos.
Segundo as críticas, a ausência da gravação contínua pode fazer com que uma ocorrência que deveria ser registrada não seja filmada, caso o acionamento não ocorra.
“Eu vou colocar as câmeras corporais para funcionar ininterruptamente.
Eu acho que ele comprou as câmeras, que foi uma boa coisa, mas essa coisa do cara desligar quando quer, não dá”, afirmou Haddad, em referência à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Durante a sabatina, o petista também criticou a política de segurança pública da gestão do adversário na corrida eleitoral.
Haddad afirmou que a letalidade policial aumentou durante o governo Tarcísio e criticou a falta de investimentos em inteligência, tecnologia e análise de dados.
LEIA TAMBÉM: SP registra recorde de mortes em ações policiais desde 2019, apesar da queda de roubos, furtos e latrocínios, diz estudo Veja o que muda no uso de câmeras corporais por policiais militares após acordo no STF “Dobrou a letalidade da polícia.
Ele [Tarcísio] acha que matando vai resolver o problema do crime sem inteligência, sem investimento em tecnologia, sem inteligência artificial.
Isso não vai acontecer com os BOs sendo feitos da maneira que são, burocratizados, sem que você trabalhe os dados dos BOs para orientar o patrulhamento nas ruas”, afirmou.
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