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Nem só cama redonda e espelho no teto: com faturamento de R$ 4 bilhões por ano, motéis se reinventam

Bem Paraná ·
Nem só cama redonda e espelho no teto: com faturamento de R$ 4 bilhões por ano, motéis se reinventam

A cama redonda e o espelho no teto ainda são uma marca dos motéis. Mas, atualmente, com mais brasileiros interessados em ménage, swing e experiências compartilhadas, estabelecimentos se reinventam para atender uma demanda que vai além do casal tradicional.

Para conquistar um público que busca experiências mais personalizadas, e nem sempre a dois, os estabelecimentos passaram a investir em suítes com piscina privativa e churrasqueira, barras de pole dance, cardápios assinados por chefs e até promoções voltadas para quem chega acompanhado de uma terceira pessoa.

No Dia do Sexo, celebrado em 6 de setembro, o Sexlog, maior rede de sexo e swing da América Latina, em parceria com o Guia de Motéis, mostra como o setor está se adaptando ao crescimento de práticas como ménage, swing e sexo em grupo, transformando o motel em um espaço de convivência, lazer e exploração sexual.

O setor moteleiro fatura cerca de R$ 4 bilhões por ano no Brasil, segundo dados da ABMotéis, entidade que representa mais de 515 estabelecimentos em 17 estados. O perfil de quem frequenta esses espaços também mudou: 85% dos hóspedes estão em relacionamentos estáveis, casados, noivos ou em união estável. Além disso, o tempo médio de permanência cresceu 56% nos últimos anos.

Para além dos casais tradicionais, um grupo específico está ganhando espaço e, com ele, uma fatia importante do mercado: os praticantes do lifestyle liberal. Uma pesquisa realizada pelo Sexlog com 20 mil usuários revelou que 53,1% desejam participar de troca de casais, enquanto 27,8% já viveram a experiência mais de uma vez. As práticas mais buscadas incluem ménage à trois, suruba, voyeurismo, soft swing e sexo no mesmo ambiente sem troca de parceiros.

A demanda é tão evidente que alguns estabelecimentos passaram a oferecer promoções como o “terceiro hóspede grátis”, reduzindo um dos principais obstáculos para quem deseja realizar fantasias envolvendo mais de duas pessoas.

“O que vemos é uma mudança na forma como as pessoas encaram a sexualidade. Fantasias que antes ficavam apenas no imaginário hoje são planejadas, conversadas e vividas com mais naturalidade. Isso faz com que o público procure ambientes preparados para receber diferentes dinâmicas de relacionamento e não apenas casais”, diz Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

Para Mayumi, a evolução dos motéis acompanha uma transformação mais ampla do comportamento sexual dos brasileiros. “Os estabelecimentos perceberam que o público não busca apenas privacidade. Ele busca estrutura, conforto e liberdade para viver experiências que fogem do modelo tradicional. Quando os hábitos mudam, o mercado muda junto.”

Mas são os diferenciais mais inusitados que têm chamado a atenção do público e alavancando ainda mais o setor.. Alguns estabelecimentos apostam em barras de pole dance dentro das suítes, teto solar para quem quer romance sob as estrelas, piscina externa com churrasqueira para quem quer fazer uma boa festa e suítes temáticas que simulam desde o ambiente de um pub até cenários mais elaborados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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