Paquistão envia tropas para a Arábia Saudita, sob ataque dos houthis do Iêmen
O Paquistão e a Arábia Saudita, junto com a Turquia, assinaram em agosto um acordo de defesa mútua, celebrado pelos Estados Unidos, aliado de todos eles.
"Já temos um número substancial de forças, assim como recursos, mobilizados na cidade de Riade", a capital saudita, declarou à imprensa um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Sajjad Haider Khan.
O responsável não disse quando ocorreu a mobilização. Mas deixou claro que o pessoal militar paquistanês presente na Arábia Saudita "não cruzará as fronteiras para realizar um ataque contra os houthis" no Iêmen, "embora esteja comprometido em defender o território" saudita.
Os houthis do Iêmen, aliados do Irã e à frente de boa parte do país, incluindo a capital Saná, lançaram recentemente intensos ataques aéreos contra a Arábia Saudita, que apoia outro governo e, em 2015, iniciou uma campanha contra eles.
Entre esses ataques, dois atingiram o aeroporto internacional de Riade na quinta-feira e causaram três mortes, incluindo a de um piloto. No total, seis pessoas morreram em poucos dias em ataques reivindicados pelos houthis contra aeroportos sauditas.
O conflito entre os houthis e o governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita se intensificou desde setembro, quando o movimento aliado do Irã tomou o litoral iemenita do Mar Vermelho, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, em uma ofensiva relâmpago.
Diante da amplitude e da frequência dos ataques à capital saudita, inéditas desde que em julho foram retomadas as hostilidades, Riade não cederá "à chantagem militar" do movimento pró-iraniano, afirmou à AFP uma fonte regional a par da política do governo saudita.
A Arábia Saudita "descarta uma trégua ou um cessar-fogo" enquanto as forças governamentais iemenitas que apoia não tiverem recuperado o território tomado recentemente pelos houthis, disse essa fonte, que pediu anonimato.
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