Sergio Moro cobra indenização de R$ 100 mil após ex-juíza dizer que ele a enforcou
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A Justiça do Paraná marcou para 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno das eleições , a audiência de conciliação no processo movido pelo senador Sergio Moro ( PL ) contra a ex-juíza federal Luciana Dias Bauer.
Moro, que é candidato ao governo do Paraná, pede ao menos R$ 100 mil de indenização por danos morais. A ação foi apresentada em janeiro deste ano, após Bauer afirmar, em entrevista à TV 247, que havia sido agredida por ele em 2016, quando ambos eram juízes federais em Curitiba .
A sessão será virtual, às 9h40. O processo tramita na 6ª Vara Cível da capital paranaense.
Segundo Bauer, Moro a segurou pelo pescoço dentro de um elevador no Foro da Justiça Federal e disse para que ela ficasse quieta. O episódio teria ocorrido após a então magistrada atuar em um habeas corpus durante um plantão judicial.
Na ação, Moro afirma que a acusação é falsa e classifica o relato como uma "fábula vingativa" criada quase dez anos depois do suposto episódio. Os advogados dizem ainda que Bauer não registrou boletim de ocorrência nem apresentou, na época, uma denúncia formal à corregedoria.
A defesa do senador cita ainda mensagens trocadas entre Bauer e uma integrante da equipe de Moro em 2017 e 2018. Em uma delas, de abril de 2018, a ex-juíza pede livros de direito penal emprestados e termina a mensagem com "BJ", abreviação de "beijos". Para os advogados, a cordialidade posterior seria incompatível com o relato de agressão.
A ação contesta outras declarações feitas por Bauer na entrevista. Moro afirma que ela o chamou de "mafioso" e "criminoso" e o associou a uma suposta organização criminosa ligada à Lava Jato. A petição sustenta que as afirmações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
Bauer deixou a magistratura em 2022 e hoje atua como advogada. Na entrevista de dezembro de 2025, ela afirmou que o episódio do elevador fazia parte de um contexto mais amplo de perseguições e críticas à atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato.
Procurada, ela diz em nota que desconhece o processo e não foi citada. Afirma ainda que o "Tribunal Regional Federal da 4ª Região seria totalmente impedido de julgar o caso por qualquer de seus juízes, uma vez que até hoje não pediu desculpas ao povo brasileiro pela Lava Jato".
A audiência marcada para setembro é de conciliação. Caso não haja acordo, o processo seguirá para a fase de defesa e produção de provas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.