Renan alega falhas no sistema do TSE para registro de sites
O candidato do Missão afirmou que problemas atingiram centenas de campanhas e disse estar sendo retirado da disputa à força
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta segunda-feira, 31, que falhas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prejudicaram o registro de sites e redes sociais de candidatos durante a campanha. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa após a decisão do ministro Dias Toffoli que determinou a suspensão de atividades da candidatura.
Segundo Renan, a campanha comunicou os problemas ao TSE desde o início do processo de registro.
“Minha candidatura foi registrada no dia 7 de agosto. No próprio dia 7 de agosto, nós comunicamos falhas nos problemas de registro. O TSE inaugurou um sistema novo com novas funcionalidades, que incluem o registro de sites de candidatos, e nossos sites foram cadastrados. No dia 20, nós estávamos avisando o TSE sobre os problemas do sistema deles para candidatos ao Senado. Inúmeros outros candidatos apresentaram problemas nesses cadastros de redes sociais. Centenas de candidatos apresentaram esses problemas.”
O candidato disse ainda que a campanha tentou corrigir os registros antes de qualquer manifestação do Ministério Público.
“Nós peticionamos, após isso, para retificar tudo isso de maneira clara e de boa-fé. Essa retificação foi apresentada por nós, anterior a qualquer notificação do Ministério Público. Este mesmo procedimento foi adotado pela campanha do atual governador do Ceará, Elmano [Freitas, do PT]. Esse procedimento também foi adotado pela campanha do Jerônimo [Rodrigues, do PT], candidato na Bahia e atual governador.”
Renan classificou a decisão que atingiu sua candidatura como mais um episódio de abuso e afirmou que o grupo pretende continuar defendendo o projeto político construído pelo partido.
Em outro momento da coletiva, Renan disse que a campanha tinha condições de avançar na disputa presidencial. “Tínhamos chances reais de vencer”, declarou.
O candidato também afirmou que está sendo retirado da eleição contra a vontade de seus apoiadores. “Estamos sendo retirados à força”, disse.
Renan citou ainda o tamanho da mobilização em torno da candidatura. Segundo ele, foram necessárias mais de 800 mil pessoas para que o partido pudesse deixar a condição de legenda recém-criada e avançar na disputa eleitoral.
O candidato também afirmou que pretendia disputar a eleição mesmo sem recursos financeiros. Ao comentar a situação da campanha, citou levantamentos do AtlasIntel e disse que sua candidatura vinha apresentando desempenho relevante apesar da falta de dinheiro.
Ao criticar o que considera perseguição política, Renan também fez uma referência indireta à proximidade de autoridades com personagens investigados pela Justiça. Sem citar nomes, afirmou: “Eu nunca estive em festas…” , em uma aparente alusão à presença de autoridades em eventos ligados ao empresário Daniel Vorcaro.
Para Renan, a decisão representa “mais um abuso de uma espécie de ditadura” e impede que os eleitores tenham a possibilidade de escolher seu projeto nas urnas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.