Renan Santos pede impeachment de Moraes e Toffoli no Senado
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) protocolou, na 4ª feira (2.set.2026), 2 pedidos de impeachment no Senado Federal contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Os documentos foram entregues ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
A iniciativa foi tomada 1 dia depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre a relação de Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, com integrantes do STF.
O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso no tribunal, na 3ª feira (1º.set.2026).
A investigação da Polícia Federal identificou contratos milionários de honorários advocatícios envolvendo Vorcaro e o ministro Moraes.
O relatório também aponta uma proposta de transferência de cotas de um jato e de um helicóptero, além do pagamento de viagem internacional e de experiências de luxo oferecidas ao ministro e a integrantes de sua família.
Em uma das petições, Renan Santos argumenta que Moraes cometeu crime de responsabilidade com base no art.
39 da Lei nº 1.079.
O dispositivo tipifica como crime de responsabilidade o ato de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.
Para o candidato, o ministro recebeu vantagens ilícitas e atuava como “uma espécie de sócio” do banqueiro.
“Certamente, Vorcaro não concedeu tais vantagens sem a expectativa de qualquer contrapartida” , afirma Renan no documento.
Leia a íntegra (PDF – 378 KB).
Em relação a Toffoli, a sustentação segue linha semelhante.
Renan cita a informação de que o ministro manteve participação societária em um resort no interior do Paraná.
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