Análise: Apetite dos EUA por ações na América Latina traria tensões
O Ministério da Defesa do Equador confirmou que os Estados Unidos estão realizando operações militares de combate a cartéis e ao narcotráfico no país.
As ações fazem parte da aliança “Escudo das Américas”, uma coligação liderada pelos EUA e composta por cerca de vinte países da América Latina e do Caribe.
O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema ao CNN Prime Time .
De acordo com Lourival, dos 19 países que integram a aliança — incluindo os Estados Unidos —, apenas Guatemala e Bahamas são governados por líderes de centro-esquerda.
Os demais são governados por representantes de direita ou de centro-direita.
Uso das Forças Armadas no combate ao narcotráfico levanta preocupações Sant’Anna aponta dois principais pontos de atenção nas operações.
O primeiro diz respeito ao que ele chama de inadequação das forças armadas para o combate ao narcotráfico.
Leia Mais EUA designam gangue do Equador como grupo terrorista estrangeiro EUA avaliam operações terrestres contra traficantes na América Latina EUA trocam chefe de escritório que supervisiona a América Latina “Quando houve o plano Colômbia, ali o combate era à guerrilha.
Então, fazia bastante sentido porque era um combate militar”, afirmou o analista, destacando que a situação equatoriana é diferente, pois envolve grupos de crime comum sem respaldo de guerrilhas ou forças paramilitares.
Apesar de reconhecer a gravidade da situação no Equador — onde houve assassinatos de candidatos à presidência e enorme infiltração do crime organizado —, Sant’Anna defende que agências especializadas seriam mais adequadas para o tipo de combate necessário.
“A polícia americana, o FBI, unidades de inteligência, a DEA, que é especializada nesse tipo de combate, dariam uma contribuição muito mais apropriada”, disse.
O analista também alertou que o envolvimento das forças armadas já resultou em mortes de pescadores colombianos e venezuelanos em decorrência de ataques da Força Aérea americana.
Tensões regionais e desafios à soberania O segundo ponto de atenção levantado por Sant’Anna é o risco de tensões regionais.
Segundo ele, à medida que essa política se torna mais relevante politicamente, países como o Brasil — que não concordam com o envolvimento militar dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico — podem se ver pressionados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.