Exclusivo: mapeamento aponta 1.592 cidades com maior chance de virar voto pró-Lula
Pensando em simplificar a decisão sobre onde investir força na mobilização para virar votos em favor do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, um mapeamento elaborado pela Estel Tecnologia cruza os dados da votação das eleições presidenciais de 2026 e de 2022, dados do censo do IBGE e pesquisas eleitorais, para mostrar bairros, cidades e regiões metropolitanas com maior potencial de conquista e virada de votos.
Com isso, os dados permitem avaliar com um valor de 1 a 7, em que o nível 7 é onde, pelo modelo, cada voto a mais custa menos esforço. O número é acompanhado de um tom de cor mais escuro conforme o maior potencial do local. O levantamento aponta 1.592 cidades nesses indicadores, onde é maior a chance de virar voto pró-Lula.
A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno , divulgada nesta quinta-feira (8), mostra que a distância entre Lula e Flávio é de 4 pontos percentuais: 52% das intenções de voto para o bolsonarista, contra 48% para o petista.
A nota combina quatro coisas: potencial por eleitor: quantos votos há para disputar a cada mil eleitores; segurança: a chance de a mobilização render votos; firmeza da estimativa: qual a proporção de voto por esforço; tamanho: bairros maiores diluem o custo de uma ação de campanha.
“Os dados indicam que temos um grande desafio pela frente e apenas o trabalho de base massivo em territórios e redes pode nos ajudar a virar o jogo. E a importância maior dele é auxiliar na construção desse trabalho intenso que teremos nas próximas semanas para virar esse resultado. Logicamente, ele não substitui o conhecimento das pessoas sobre os locais em que vivem, mas permite um ponto de partida para auxiliar qualquer um que queira fazer campanha”, explica Rafael da Guia, coordenador da Estel Tecnologia, um dos desenvolvedores do mapeamento.
Um dos grandes temas do segundo turno é a campanha de virar voto, encampada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com cerca de 2,3 milhões de votos a menos que o adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), a campanha de Lula precisa não só aumentar o número de votos, mas conquistar pessoas que não foram votar, que escolheram outros candidatos, ou mesmo que votaram no bolsonarista.
Do outro lado, o candidato do PL também precisa de votos. Apenas manter os já conquistados não basta. É preciso garantir os dos demais candidatos da direita, que já lhe declararam apoio, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), mas também conquistar eleitores que não foram às urnas no domingo (4).
A busca por votos, em um país com 5.569 municípios, cerca de 215 milhões de pessoas e mais de 215 milhões de eleitores, é uma tarefa imensa.
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