Canetas emagrecedoras: o que o mercado já oferece e o que vem por aí
A fila das novas canetas para o tratamento de obesidade e diabetes no Brasil, as chamadas “canetas emagrecedoras”, está andando rápido.
Desde que a patente da semaglutida, o princípio ativo do Ozempic , expirou no Brasil, apenas em março deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Santinária (Anvisa) já expediu a permissão para a comercialização de oito variações delas, a serem fornecidas por seis laboratórios diferentes.
Uma leva de cinco foi aprovada de uma vez no fim de julho , e mais duas receberam a autorização oficial nesta segunda-feira, 18 – incluindo a primeira genérica da lista, isto é, a primeira sem marca e que deverá ser comercializada apenas pelo nome do princípio ativo do produto, a semaglutida.
Nenhuma destas está ainda no mercado, já que leva alguns meses entre a autorização e o início efetivo das vendas, embora as primeiras opções similares, aprovadas antes, já tenham começado a chegar ao varejo .
Enquanto isso, os brasileiros continuam podendo comprar também o Mounjaro – embora ainda sem genéricos.
A patente do Mounjaro só cairá em 2036 no Brasil.
O Mounjaro, feito à base de tirzepatida, já é a terceira geração desse tipo de tratamento injetável, e, até aqui, o último já aprovado para comercialização no Brasil.
A indústria internacional, porém, não para.
Pelo contrário, o entendimento de especialistas é de que ela está apenas no começo, e há ainda muita inovação em andamento no que diz respeito aos tratamentos de perda de peso e muitas versões novas desses remédios por chegar.
São produtos que estão ainda em fase de testes nos laboratórios ou que estão ainda começando a receber as suas aprovações para uso nos primeiros países.
Elas incluem versões de duração mais longa, com necessidade de menos injeções (hoje semanais) e até em pílulas, o que dispensa de vez a picada no corpo.
Antes de tudo: o que são as canetas e os cuidados Continua após a publicidade As famosas “canetas emagrecedoras” são, tecnicamente, produtos feitos à base de análogos do GLP-1.
O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo que é liberado pelo intestino após as refeições e nos dá a sensação de saciedade.
O que a indústria fez foi criar em laboratório moléculas que replicam o GLP-1 (por isso “análogos) e os seus efeitos no corpo.
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