Mappin, Mesbla, Americanas, Casas Bahia: por que os gigantes do varejo brasileiro quebram
Há uma espécie de maldição no varejo brasileiro: empresas que parecem grandes demais para quebrar podem desaparecer em poucos anos.
O consumidor que hoje vê uma marca espalhada por centenas de shoppings e ruas talvez não imagine que, em outra época, aquele nome também já foi sinônimo de poder.
Foi assim com Mappin, Mesbla, Lojas Brasileiras e Arapuã.
Mais recentemente, a lista ganhou Americanas, Tok&Stok, Marisa e outras redes que passaram por recuperações judiciais ou extrajudiciais.
Agora, a crise chegou novamente a uma das marcas mais conhecidas do país.
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, depois de anos de resultados negativos, fechamento de lojas e dificuldade para gerar caixa.
Continua após a publicidade O caso ajuda a entender uma característica peculiar do varejo: vender muito não significa necessariamente ganhar dinheiro.
E uma empresa pode estar crescendo, abrindo lojas e aumentando sua receita enquanto constrói, silenciosamente, as condições para uma futura crise.
O paradoxo: quanto maior, maior pode ser o tombo O varejo tem uma característica que o diferencia de muitos outros negócios: trabalha com volumes enormes e margens relativamente estreitas.
Continua após a publicidade Uma loja precisa comprar mercadorias antes de vendê-las.
Precisa pagar aluguel, funcionários, energia, logística, tecnologia e publicidade.
Muitas vezes, o consumidor paga parcelado, enquanto fornecedores e bancos precisam ser pagos antes.
Isso cria uma dependência permanente de capital de giro.
Imagine uma varejista que compra R$ 100 milhões em produtos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.