PF abre inquérito para investigar fraude na filiação de Flávio ao Missão
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar fraude na filiação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão.
O inquérito foi aberto após pedido do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques . A abertura da investigação foi assinada ontem e designada ao delegado Manoel Vieira da Paz Filho, diz documento ao qual o UOL teve acesso.
A fraude na filiação do senador atrapalhou o registro da candidatura à Presidência da República, por já estar filiado ao Missão. No mesmo dia, a situação foi regularizada pelo TSE, por decisão monocrática de Nunes Marques, possibilitando o registro.
O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a filiação não foi um ataque hacker e foi feita com credenciais do Missão . Segundo a corte eleitoral, houve "uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações".
Missão sustenta que também foi vítima da fraude. A sigla afirma não ter tido a intenção ou o dolo de filiar Flávio e que avisou tanto ao TSE quanto ao gabinete do senador da filiação irregular. O partido lançou Renan Santos à Presidência da República.
Gabinete de Flávio sabia da fraude desde 2 de agosto, segundo o Missão. Conforme o partido de Renan Santos, rival de Flávio no pleito de outubro, "consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos".
Em live, Flávio disse que sua equipe achou que e-mails eram "spam" . O filho mais velho de Bolsonaro disse que o e-mail recebido dizia para regularizar o pagamento da filiação. "Eles ainda queriam me cobrar", ironizou, durante a transmissão.
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