Quem são e como jogam as 'caras novas' que Ancelotti buscou na Ucrânia?
A última convocação de Carlo Ancelotti em 2026 conta com seis jogadores que nunca vestiram a camisa da seleção brasileira principal.
O goleiro Lucas Perri (Torino) já esteve em listas anteriores, embora ainda não tenha feito sua estreia oficial, o zagueiro Jonathan Jesus (Cruzeiro) e o volante André Luiz (Corinthians) são titulares de times populares que disputam o Brasileirão, enquanto o meia-atacante Allan acabou de sair do Palmeiras e foi para o Manchester City, um dos gigantes do primeiro escalão do futebol mundial.
Já o meia Marlon Gomes e o ponta Alisson Santana, ambos do Shakhtar Donetsk, são "menos conhecidos" (ou lembrados) pelo torcedor brasileiro, já que deixaram o país já há algum tempo e não atuam em uma liga nacional de grande audiência por aqui.
Por conta disso, o "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo as duas caras novas da equipe ucraniana na seleção e também mostra como elas podem se encaixar no desenho tático proposto por Ancelotti para os amistosos contra Japão e Singapura, no próximo mês.
Se a ideia do técnico italiano para este novo ciclo é mesmo ter um time mais dominante e que controle a posse de bola, Marlon Gomes é um nome a ser testado.
Revelado no Vasco e com longo histórico de serviços prestados às seleções de base (jogou da equipe sub-17 ao time que obteve a classificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024), o meia de 22 anos tem justamente no passe a maior virtude do seu jogo.
Em seu terceiro ano no Shakhtar, o camisa 6 tem uma taxa de acerto de 88% nas entregas de bolas para seus companheiros.
O número chama a atenção porque o brasileiro não é daqueles jogadores que só dão passes laterais ou para trás: pelo contrário, é o terceiro integrante do elenco ucraniano que mais cria jogadas que terminam em finalizações (1,4 por partida).
O ex-Vasco tem ainda uma outra virtude, a versatilidade como meio-campista. Marlon Gomes já jogou em todas as funções do setor, de primeiro volante a camisa 10, e têm encaixe fácil nos mais variados desenhos táticos.
Um ano mais novo que Marlon Gomes e com menos de 100 jogos como profissional, Alisson Santana é um dos quatro pontas direitas convocados por Ancelotti para os compromissos de novembro da seleção.
É verdade que ele também pode jogar pelo lado esquerdo do campo, mas isso raramente acontece no Shakhtar, que só o utilizou assim uma única vez neste começo de temporada.
Seu dia a dia em Donetsk é aberto pela direita, exatamente como fazem Allan, Estêvão (Chelsea) Rayan (Bournemouth), também lembrados pela seleção.
Pelo menos na Ucrânia, o que faz o garoto formado no Atlético-MG e que foi vendido em março do ano passado "ser especial" é a capacidade de vencer adversários no um contra um. Na atual temporada, ele é o terceiro jogador com mais dribles certos na Premier League ucraniana, com 36 execuções.
Alto e forte para um atacante de lado de campo, Alisson Santana soma até hoje 15 gols e 22 assistências em 50 partidas pelo Shakhtar, três delas nesta edição da Liga dos Campeões da Europa.
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