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Taxa das blusinhas: por que fim de imposto é vital para Lula nas eleições

UOL Notícias ·
Taxa das blusinhas: por que fim de imposto é vital para Lula nas eleições

A aprovação no Congresso da medida provisória que acaba com a "taxa das blusinhas" é considerada essencial para o governo Lula (PT), tanto para evitar desgastes feitos pelos concorrentes como para se aproximar da classe média durante a campanha.

Comissão mista do Congresso analisa medida provisória. Texto precisa ainda passar pelo plenário da Câmara e do Senado antes do dia 8 de setembro, para não perder validade. Na sexta, o colegiado foi instalado , após eleger o presidente, Reginaldo Lopes (PT-MG), e a relatora, Leila Barros (PDT-DF). Hoje tem nova sessão para discutir o parecer.

Desgaste com taxação das blusinhas. O imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em agosto de 2024, com aval do Congresso, causou desgaste ao governo por ataque de adversários políticos e críticas generalizadas nas redes sociais. Em maio deste ano, Lula retrocedeu e editou a MP para revogar o imposto.

Aproximação com a classe média e os jovens. A manutenção do fim do imposto poderá ser usada por Lula para reforçar o discurso que defende a classe média e os jovens. Esse público foi diretamente afetado pelo imposto, que utiliza plataformas como Shein, Shopee e AliExpress para comprar vestuário e utilidades a preços mais acessíveis.

Evitar críticas de opositores. O fim da taxa também desarma os concorrentes, que geralmente acusam o governo da criação de muitos impostos. Dessa forma, ao zerar a alíquota federal, o Planalto busca neutralizar um dos ataques mais virais e com maior penetração popular.

Melhor poder de compra. Mantendo o fim do imposto, o governo também traz alívio imediato no dia a dia do consumidor, reforçando a sensação de ampliação do poder de compra.

O fim da taxa das blusinhas traz alívio também para Fernando Haddad. Agora candidato ao Governo de São Paulo, o petista foi responsabilizado por ter instituído a tarifa em um acordo com o Congresso Nacional enquanto era ministro da Fazenda. A tarifa rendeu a ele a pecha de "Taxad".

Mas não é apenas um jogo de ganha-ganha. A medida desagrada a indústria brasileira, que já está reagindo. Em nota técnica divulgada na semana passada, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que o fim da taxa de 20% sobre importações até US$ 50 põe em risco 109 mil empregos e a geração de R$ 21,8 bilhões em produção nacional.

Brasileiros são contra a taxa. Pesquisa da associação de defesa do direito do consumidor Proteste diz que 92% dos brasileiros querem o fim do imposto. A pesquisa entrevistou 1.300 brasileiros de 12 capitais espalhadas pelo país, entre os dias 12 e 21 de maio de 2026. Dos entrevistados, 88% defenderam que o Congresso Nacional aprove a isenção com prioridade, enquanto 75% avaliam a cobrança como injusta.

Desde a criação, taxa tem divergências de opiniões. Por um lado, varejo nacional se queixa de desvantagem de vendas com mercado e produtos internacionais, enquanto consumidores favorecem a aquisição de produtos com preços mais em conta. O governo também usa o discurso de que quem tem maior renda pode comprar sem impostos produtos no duty free, quando viaja, enquanto os pobres são penalizados com a atual taxa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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