Análise: Botafogo sucumbe na altitude e terá missão quase impossível para avançar na Sul-Americana
O objetivo dos times brasileiros na altitude costuma ser sempre o mesmo: se adaptar à maior velocidade da bola, gerenciar a falta de ar e sair esportivamente vivo.
Não foi diferente para o Botafogo, nesta quinta-feira, pela ida das oitavas de final da Sul-Americana, contra o Cienciano.
O time alvinegro, no entanto, sucumbiu em Cusco e foi goleado por 6 a 1 - e agora terá uma missão quase impossível, tendo que reverter uma desvantagem de cinco gols, se quiser avançar às quartas.
Franclim Carvalho optou por mandar a campo um time misto na defesa e no ataque, mas errou nas escolhas, leves em excesso e pouco combativas no meio.
Ponte e Marçal assumiram as vagas nas laterais de Vitinho e Alex Telles, enquanto Matheus Martins e Kadir foram as opções no último terço.
Escalação do Botafogo: Warleson; Ponte, Justino, Ferraresi e Marçal; Huguinho, Medina, Danilo e Montoro; Matheus Martins e Kadir. + Franclim explica escalação e goleada sofrida pelo Botafogo: "É um dia que nos envergonha" Justino em Cienciano x Botafogo Vitor Silva / Botafogo Na entrevista coletiva, Franclim justificou as trocas dos laterais pelo estilo de jogo do Cienciano, que costuma abusar de cruzamentos na altitude.
Na prática, as duas modificações saíram pela culatra, e os laterais foram pontos de desequilíbrio, permitindo bolas alçadas muitas vezes na área.
Aos sete minutos de jogo, Marçal já havia sinalizado falta de ar à comissão do Botafogo.
Dos seis gols do Cienciano, quatro saíram de cruzamentos. — Sabemos da dificuldade de jogar aqui, estávamos avisados do adversário, das bolas na área, falamos sobre isso, tentamos evitar, não conseguimos — afirmou o treinador.
No primeiro momento de apagão da defesa, Succar se livrou de Justino na marcação e mergulhou para cabecear, fazendo 1 a 0.
Dois minutos depois, o Cienciano ampliou em lance controverso, que demandou cinco minutos de paralisação e uma checagem no monitor do VAR.
Na cobrança de falta ensaiada, Amondarain cabeceou para o meio da área, e Bandiera - que teve um possível toque de mão investigado - desviou para o gol vazio. + Ferraresi lamenta goleada de 6 a 1 sofrida pelo Botafogo: "Tudo culpa nossa.
Foram 45 minutos de nada" Botafogo posado Cienciano Jose Angulo/AFP O Cienciano precisou de um período de 15 minutos - dos 19 aos 34 do primeiro tempo - para transformar o jogo em um atropelamento.
Warleson falhou no lance do terceiro gol, deixando escapar para Succar chutar e marcar meio desequilibrado.
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