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Eleição já sofre cerco dos EUA, resta saber alcance da mão peluda de Trump

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Eleição já sofre cerco dos EUA, resta saber alcance da mão peluda de Trump

A interferência do governo dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro de 2026 já deixou de ser uma hipótese de bastidor para virar fato consumado. E isso deveria causar calafrios em qualquer pessoa que se diga democrata, independentemente de preferência partidária.

(O problema é que muita gente diz amar a democracia, mas quando entende o que ela significa de fato, e precisa valer na vitória ou na derrota, corre para lançar um "oi, sumida" para a ditadura.

Como revelado hoje por Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo , um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disparou o alarme vermelho ao classificar como de nível "crítico" a escalada de pressão de Washington sobre o Brasil. A administração de Donald Trump, segundo o documento, busca reassegurar sua hegemonia no continente a qualquer custo, barrando o avanço chinês sobre infraestruturas, terras raras e riquezas naturais.

Para a Casa Branca, isso passa obrigatoriamente por substituir governos com autonomia estratégica por parceiros dóceis e subservientes. E é exatamente aí que entra a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O governo Donald Trump já tinha despido qualquer a fantasia e indicado que a eleição brasileira é o seu próximo grande desafio na região, colocando o país na mesma vala de adversários declarados como Cuba, Nicarágua e Venezuela. O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é quem puxa o coro ideológico ao culpar Lula por retaliações tarifárias e articular abertamente a ascensão de uma direita amigável aos interesses norte-americanos na América Latina - no caso, o filho do ex-presidente.

O plano não visa o bem-estar do povo brasileiro, mas a transformar o país em um quintal obediente e fornecedor de commodities.

Trump gosta de Lula pessoalmente, pois respeita pessoas com poder. Mas uma coisa são preferências pessoais, outra é o business as usual.

A verdadeira dúvida que paira sobre a nossa democracia não é mais se a Casa Branca vai interferir, mas qual será o tamanho e a ousadia dessa mão peluda.

Atuar nos subterrâneos das redes sociais, manobrando algoritmos de Big Techs e direcionando buscas para desgastar o governo, é algo perigosíssimo, alertado exaustivamente por especialistas. Os tarifaços impostos à economia brasileira às vésperas da eleição e as ameaças ao sistema bancário e financeiro nacionais geradas pela transformação de PCC e CV em terroristas são outros patamares de agressão à soberania nacional.

O cardápio de pressões já exibiu amostras indigestas com minutas de acordos absurdas exigindo que o Brasil garanta a participação de supostos "dissidentes políticos" nas urnas até o uso seletivo de sanções a atores públicos. Se Washington resolver esticar a corda e voltar a torpedear ministros do Supremo Tribunal Federal e membros do governo federal (atendendo aos pedidos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro), a interferência sobe mais um degrau.

Contudo, a arrogância imperial costuma tropeçar nos próprios pés.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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