Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos
Sandro Mazzola, ídolo do Inter de Milão e da seleção italiana, morreu neste sábado (19), aos 83 anos.
Mazzola defendeu o Inter durante toda a carreira profissional, entre 1960 e 1977. Ele disputou 565 partidas pelo clube e marcou 158 gols, além de conquistar quatro Campeonatos Italianos e duas Copas dos Campeões.
O Inter classificou o ex-jogador como um de seus maiores nomes. "Sandro Mazzola foi um dos melhores futebolistas da história. Não só da história dos Nerazzurri", escreveu o clube.
O time usará braçadeiras pretas no jogo contra a Roma, também neste sábado (19). A Federação Italiana de Futebol determinou um minuto de silêncio nas partidas das competições nacionais no fim de semana.
Clubes italianos e ex-companheiros também prestaram homenagens ao ex-atacante. Fabio Capello o definiu como "um grande jogador e uma pessoa belíssima", enquanto o Milan o chamou de "rival histórico e leal".
Mazzola conquistou a Eurocopa de 1968 pela seleção italiana e chegou à final da Copa do Mundo de 1970. Ele atuou em 70 jogos pela Itália e marcou 22 gols.
Em 1971, Mazzola ficou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro, atrás de Johan Cruyff. Em 1965, terminou como artilheiro do Campeonato Italiano, com 17 gols.
Filho de Valentino Mazzola, símbolo do Torino, Sandro perdeu o pai aos seis anos na tragédia aérea de Superga. O acidente de 1949 matou jogadores e integrantes da delegação do Torino após uma viagem a Lisboa.
Depois de se aposentar dos gramados, Mazzola seguiu ligado ao futebol como dirigente. Ele trabalhou como diretor técnico no Inter e também teve passagens por Genoa e Torino.
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