B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
Uma atraso de cerca de um ano tirou as ações da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa de valores .
A B3 informou que os valores mobiliários emitidos pela Ambipar, ou seja, suas ações, passaram a ser negociados em regime não contínuo.
A ação vale atualmente R$ 0,17.
Isso não significa que as ações sairão da B3.
Elas operam em regime de leilão durante toda a sessão.
Ao final do pregão, os negócios serão fechados.
A medida passou a valer a partir de ontem (31) e pode ser revertida caso a empresa volte a ser adimplente com a entrega das informações.
O motivo é o atraso na entrega de informações periódicas obrigatórias.
A companhia não apresentou novos resultados desde o segundo trimestre do ano passado, ou seja, há mais de um ano.
Todas as empresas com ações negociadas na bolsa têm a obrigação legal de enviar informações trimestrais periódicas, conhecidas como ITR (Informações Trimestrais).
A empresa de gestão e soluções ambientais está em recuperação judicial desde outubro do ano passado, com um passivo de cerca de R$ 10,7 bilhões.
O auge e a queda da Ambipar Com estreia na bolsa em julho de 2020, a Ambipar surfou na onda de ESG e prometia crescimento acelerado por meio de aquisições no Brasil e no exterior, financiado por meio de dívidas.
Os papéis, que estrearam valendo R$ 24, chegaram a R$ 8 e, de repente, saltaram para R$ 268.
A compra de ações pelo controlador da companhia, Tércio Borlenghi Junior, a entrada dos fundos da Trustee, que têm Nelson Tanure como cotista, e os próprios programas de recompra da companhia levaram a essa alta repentina.
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