Índices de ações caem na Europa e Wall Street após ataques dos EUA ao Irã
Os principais índices acionários na Europa recuam, assim como os indicadores futuros que antecipam a abertura das Bolsas americanas, em sessão influenciada pela alta firme do petróleo, após escalada de tensões no Oriente Médio, como novos ataques entre Estados Unidos e Irã. As Bolsas asiáticas fecharam sem direção única.
Em Wall Street, os principais índices das Bolsas recuam. Às 11h50 (horário de Brasília), a baixa generalizada atingia os índices S&P 500 (-0,49%), Nasdaq (-0,48%) e Dow Jones (0,64%), composto majoritariamente por indústrias e bancos.
As Bolsas de Nova York fecharam a última sexta-feira (28) em queda. O Nasdaq puxou a desvalorização do mercado, com queda de 0,52%, enquanto S&P 500 e Dow Jones tiveram baixas mais moderadas, de 0,25% e 0,02%, respectivamente.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em queda nesta manhã. Por volta das 11h50, o índice composto por 600 empresas da União Europeia recuava 0,42%. O cenário negativo era acompanhado pelo DAX de Frankfurt (-0,95%) e pelo CAC de Paris (-0,30%).
As Bolsas de Londres, Milão e Madri tinham alta no início do pregão. Os índices apresentavam variação positiva de 0,29%, 0,22% e 0,01%, respectivamente, puxados pela valorização das ações das empresas de petróleo, que acompanham o preço do barril.
Agenda de indicadores movimenta a atenção do mercado europeu. Serão divulgados nesta semana dados de inflação e desemprego da Zona do Euro. Os resultados são aguardados para balizar a decisão do BCE (Banco Central Europeu) a respeito do futuro da taxa básica de juros do bloco econômico.
As ações de petroleiras lideram os ganhos nos mercados europeus. Os papéis da espanhola Repsol subiam 2,6%, a portuguesa Galp avançava 1,9% e a francesa TotalEnergies tinha alta de 1,3%.
Preço do petróleo sobe e alimenta aversão a risco. O viés é influenciado pela escalada da tensão no Oriente Médio, após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o que amplia incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz . Mercado reage ainda ao acordo entre a Casa Branca e a Venezuela que amplia a participação americana na exploração das reservas venezuelanas. O contrato futuro com vencimento em dezembro para o barril do tipo Brent, referência internacional da commodity mais negociada, subia 5%, a US$ 90,47 às 11h50.
As Bolsas asiáticas fecharam o dia sem tendência definida, divididas entre a geopolítica e indicadores locais. Os mercados na China continental fecharam em alta após o PMI (Índice de Gerentes de Compras) industrial superar as previsões de analistas.
Mercados chineses fecharam no azul. O Xangai Composto subiu 0,86%, para 3.986,30 pontos, e o Shenzhen Composto ganhou 0,6%, para 2.565,55 pontos. O sul-coreano Kospi subiu 0,46% em Seul, para 6.820,02 pontos.
Valorização da China não foi acompanhada pelos outros índices do continente . O japonês Nikkei caiu 0,1% em Tóquio, para 66.311,93 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng terminou com baixa de 0,07%, aos 25.566,99 pontos.
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