Quando fabricar já não basta: a indústria avança sobre serviços, assinaturas e plataformas
Polo Industrial de Manaus Zona Franca Divulgação O modelo industrial que conhecemos sempre pareceu seguir uma lógica simples: fabricar, distribuir, vender e começar tudo outra vez.
A relação com o consumidor, em grande parte, terminava quando o produto saía da loja.
Aos poucos, e, mais recentemente, em grande velocidade, essa lógica vem mudando, e muito.
Computadores agora podem ser contratados com infraestrutura, suporte, segurança e gestão.
Eletrodomésticos começam a ser oferecidos por assinatura em alguns mercados.
Uma concessionária de veículos passa a vender sistemas residenciais de energia solar.
O produto continua importante, claro, mas deixa de ser necessariamente o ponto final da operação.
Em muitos casos, torna-se o início de um relacionamento de longo prazo, sustentado por suporte, software, manutenção, atualizações e outros serviços.
Essa ampliação dos modelos de negócios aparece em companhias que mantêm operações industriais em Manaus, embora nem todos os novos serviços sejam desenvolvidos ou comercializados a partir da cidade.
Positivo Tecnologia, BYD e LG seguem caminhos diferentes, mas se aproximam em um aspecto: procuram criar receitas que não dependam exclusivamente da próxima venda de um equipamento.
O conceito é conhecido no ambiente industrial como servitização.
Em termos simples, ocorre quando uma fabricante deixa de oferecer apenas o produto e passa a entregar também manutenção, gestão, assinatura, software, suporte ou até o resultado esperado pelo cliente.
O professor Tim Baines, da Aston University, é um dos pesquisadores mais reconhecidos nessa área.
Nos modelos mais avançados estudados por ele, o foco deixa de estar somente na venda do equipamento e passa para o resultado que ele proporciona.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.