MPF pede que Dnit e empresas sejam responsabilizadas por desabamento de ponte na BR-319
Nova ponte sobre o Rio Curuçá é inaugurada três anos após tragédia que matou 5 pessoas O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para responsabilizar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e empresas contratadas por falhas que, segundo o órgão, contribuíram para o desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá, no km 23 da BR-319, em Careiro da Várzea, no interior do Amazonas.
A estrutura desabou em setembro de 2022.
Cinco pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas.
O acidente também provocou um bloqueio logístico que afetou diretamente os municípios de Careiro da Várzea, Careiro , Manaquiri e Autazes, prejudicando a mobilidade e o abastecimento de cerca de 100 mil pessoas.
Desde 2021, o DNIT sabia dos riscos.
Após obras de reconstrução, o tráfego de veículos na nova ponte sobre o Rio Curuçá foi liberado em setembro de 2025, exatamente 3 anos e um dia depois do desabamento da antiga estrutura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo o MPF, o desabamento não teria sido provocado por um fato isolado, mas por uma sequência de falhas e omissões relacionadas à inspeção, manutenção, conservação e fiscalização da ponte.
Falhas apontadas pelo MPF Na ação, o MPF afirma que o Dnit teria falhado tanto na gestão quanto em intervenções realizadas na estrutura e no entorno da ponte.
De acordo com o órgão, obras de aterro e antigas barreiras de serviço que permaneceram no leito do Rio Curuçá teriam alterado o comportamento da água na região.
Com isso, a velocidade da correnteza teria aumentado e provocado maior desgaste nas fundações da ponte.
O MPF também aponta que o Dnit não teria localizado os projetos estruturais originais da ponte e, ainda assim, teria planejado contratos com base em informações consideradas desatualizadas.
Em relação às empresas contratadas, a ação aponta supostas falhas nos diagnósticos das condições da ponte, considerados superficiais e incompletos pelo MPF.
O órgão também afirma que as empresas teriam abandonado obras emergenciais de contenção de erosões nas margens, além de falharem na supervisão diária da segurança e na gestão de riscos da estrutura.
Outro ponto citado pelo MPF é uma suposta falha no controle e na triagem de veículos pesados que passaram pela ponte na véspera e no dia do desabamento.
Nova ponte sobre Rio Curuçá é liberada para tráfego de veículos três anos após desabamento na BR-319 MPF cobra quase R$ 154 milhões por danos morais coletivo, materiais e sociais Na ação, o MPF estima inicialmente em R$ 53,9 milhões os prejuízos materiais relacionados ao desabamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.