Desistir não é uma opção
Semana pesada essa para quem tem consciência de classe e um mínimo de educação política.
Escrevo por mim, que me senti bastante ingênua e desinformada.
Ingênua porque sempre que me manifestei por mais mulheres na política e, principalmente, no Legislativo, considerava implícito que o voto seria por mulheres que defendem os direitos das mulheres e não as que querem acabar com eles.
Desinformada porque não sabia que Eduarda Campopiano era candidata.
A verdade é que eu nem sabia que ela é vereadora em Praia Grande, na Baixada Santista, na região em que nasci e que conheço tão bem.
Por outro lado, muita gente a conhece e a admira, tanto que foi a mais votada do estado de São Paulo, com mais de 1,9 milhão de votos.
Me senti vivendo numa bolha, em que só tenho notícias de candidatas e candidatos progressistas.
O pior é que essa deputada eleita não tem nada em seu projeto de governo.
Está tudo em branco.
Ao que parece ela se elegeu por suas falas absurdas como “feminicídio não existe”, “licença maternidade é privilégio”, “homem tem que ser agressivo” ou “homem pode me mandar para a cozinha na hora que quiser”.
Eduarda Campopiano também é contra o voto feminino e é antifeminista.
“É muita incoerência ser antifeminista e se candidatar ao Legislativo”, pensei, mas fui atrás de mais informações sobre a deputada eleita e ela diz que estará lá até terminar sua missão, que, aparentemente, é tirar os direitos das mulheres.
Eduarda Campopiano , de 23 anos, tem o ensino médio completo e também parece não gostar muito de professores e de Educação.
Está sendo investigada pelo Ministério Público de SP por um protesto realizado na APEOSP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), em janeiro deste ano.
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